O Dia Mundial do Habitat é celebrado hoje, 04 de Outubro, para se refletirmos sobre o estado das cidades e os direitos dos seres humanos a uma vida digna.
Organização das Nações Unidas em Outubro de 1985, instituiu essa data com o objetivo de enfatizar o mundo sobre a responsabilidade coletiva pelo futuro do habitat da humanidade, e por consequência de todos os integrantes da terra sejam seres bióticos ou abióticos.
Essa data é para marcar o nosso desafio em manter o futuro elevando a consciência sobre a necessidade de melhor planificação das ações de urbanização, modernização ou ainda de desenvolvimento e incentivar que essas ações sejam práticadas de forma à preservar o pouco que nos resta e restaurar o que é possível da natureza.
Nos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, as cidades sentem os efeitos das mudanças climáticas, a redução de recursos, a insegurança alimentar, o crescimento populacional e instabilidade economica são fatores que transformam a vida nos centros urbanos em uma vida de péssima qualidade.
No nosso país, em vias de desenvolvimento assim como em outros , continuamos a presenciar índices elevados de urbanização e sua as consequências, assentamentos precários sem infraestrutura adequadas para atender a procura das populações urbanas crescentes, enfim o desrespeito aos direitos humanos.
Com mais de metade dos habitantes do mundo vivendo em áreas urbanas e com as expectativas de crescimento em alta , não há dúvidas, que precisamos de uma “agenda urbana”, uma prioridade mundial.
No Brasil devemos apoiar a permacultura urbana, com isso poderíamos corrigir o crescimento irregular da cidade e os seus efeitos negativos ao meio ambiente, proorcionando aumento na qualidade de todos os integrantes do meio ambiente.
O meu habitat é o meio ambiente, minha casa é a terra, e minha morada minha casa.
Qual é o seu Habitat???











Perguntar-se-á a que propósito vem isto, e eu respondo já. No zoológico de Barcelona há uma elefanta solitária que está morrendo de pena e das enfermidades, principalmente infecções intestinais, que mais cedo ou mais tarde atacam os animais privados de liberdade. A pena que sofre, não é difícil imaginar, é consequência da recente morte de uma outra elefanta que com a Susi (este é o nome que puseram à triste abandonada) partilhava num mais do que reduzido espaço. O chão que ela pisa é de cimento, o pior para as sensíveis patas deste animais que talvez ainda tenham na memória a macieza do solo das savanas africanas. Eu sei que o mundo tem problemas mais graves que estar agora a preocupar-se com o bem-estar de uma elefanta, mas a boa reputação de que goza Barcelona comporta obrigações, e esta, ainda que possa parecer um exagero meu, é uma delas. Cuidar de Susi, dar-lhe um fim de vida mais digno que ver-se acantonada num espaço reduzidíssimo e ter de pisar esse chão do inferno que para ela é o cimento. A quem devo apelar? À direcção do zoológico? À Câmara? À Generalitat?