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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Avaliação Psicológica II



Quem pode fazer a cirurgia bariátrica?

A idade mínima para cirurgias bariátrica é 16 anos. São regras do Ministério da Saúde.
O índice (IMC) mínimo para cirurgia bariátrica é “35 + doenças associadas” ou “maior que 40, mesmo sem doenças”.

Avaliação Pré-Operatória

Os candidatos à cirurgia bariátrica devem ser submetidos a uma avaliação préoperatória completa para determinar fatores de risco que possam aumentar as complicações e comprometer o resultado da operação. Esta avaliação é realizada por uma equipe multidisciplinar que tem experiência no cuidado de pacientes com obesidade mórbida. Além de solicitar vários exames, o seu médico irá pedir que você faça uma avaliação com um endocrinologista ou clínico geral, cardiologista, nutricionista, psicólogo ou psiquiatra, anestesiologista e outros especialistas que ele julgar necessário.

Avaliação psicológica

O seu psicólogo precisa:

•  Entender que a obesidade é uma doença epidêmica, crônica, dispendiosa, multifatorial e com morbidades e mortalidade elevadas, conforme a OMS;

•  Ter a percepção que a  intervenção cirúrgica é  das etapas do tratamento da obesidade;

•  Conhecer  os critérios de indicação para a cirurgia: índice de massa corpórea, co-morbidades, insucesso do paciente em tratamentos anteriores, apoio familiar e avaliação pré-operatória rigorosa;

O que o psicólogo vai avaliar

•  Levantamento da história clínica do paciente: estilo de vida, hábitos, costumes, atividades, relacionamentos, pensamentos, sentimentos e comportamentos;

•  Investigação sobre o início da obesidade, padrões familiares, maneiras de lidar com a doença, quantas e quais tentativas buscou para emagrecer, prejuízos causados pela obesidade em sua vida, casos de obesidade na família, auto-estima e imagem corporal, estado de humor, qualidade do sono, vida social e profissional, expectativas quanto ao procedimento cirúrgico;

•  Verificação quanto à presença de compulsões, crises de ansiedade e fantasias acerca do emagrecimento, relação com o alimento e possibilidade de algum transtorno alimentar (compulsão alimentar periódica, anorexia, bulimia), níveis de stress, ansiedade e depressão do paciente;

•  Observação da capacidade de manutenção do controle frente às situações de stress/tensão e de aspectos psicossociais que possam comprometer os resultados;

•  Conhecimento de aspectos que podem inviabilizar o procedimento, cirúrgico: transtornos psicológicos mais graves como Transtorno Bipolar ou Esquizofrenia, Depressão (sem que esteja em tratamento), demais transtornos mentais e dependência química;

•  Considerações sobre a percepção social diferenciada referente aos obesos de sexo masculino e feminino (discriminação e exigência social);

•  Relação entre o comer e os fatores emocionais;

•  Manutenção de conduta cautelosa e de encaminhamento para tratamento anterior à cirurgia quando necessário;

•  Identificação de preditores de sucesso pós operatório;

•  Previsão e disponibilidade para realização de monitoramento da adaptação pós-operatória;

•  Possibilidades de implementação de mudanças nos hábitos de vida permanentes: ajustes nos padrões alimentares, prática de exercícios físicos e demais necessários a cada caso;

•  Importância de se considerar a possibilidade de acompanhamento psicológico pré e/ou pós-operatório;

•  Métodos e técnicas psicológicos mais utilizados: Entrevista Psicológica ampla e detalhada, Testes psicológicos como os de personalidade e, eventualmente, de inteligência (em caso de dúvidas sobre habilidade intelectual do paciente.) 
Marque uma consulta clicando a baixo.






quinta-feira, 5 de maio de 2016

Sindrome de pânico não é frescura



Tenho sintomas estranhos que surgem do nada e são acompanhados por uma intensa sensação de medo e perigo, acho que vou morrer ou enlouquecer. Essas são palavras de alguém que provavelmente está passando por  uma doença psiquiátrica muito comum, a síndrome do pânico.

Quando enfrentamos uma situação real de perigo, como um assalto, o corpo reage com tremedeira, suor e coração disparado, entre outros sintomas, isso é normal,  mas quando aparentemente tudo está tranquilo,  sentir essas alterações  é sinal de que há algo errado e deve ser investigado por um profissional em psiquiatria e psicologia.

A síndrome ou transtorno do pânico é uma doença psiquiátrica que atinge cerca de 3,5% da população, principalmente as mulheres. "A característica mais marcante da crise de pânico é que ela é espontânea, não desencadeada por um motivo específico. Muitas vezes, num momento tranquilo, ela pode surgir, repentinamente", alerta Sergio B. Cabral, médico supervisor do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

As causas do problema ainda não são conhecidas. 

Como são as crises:

Um ataque de pânico costuma no máximo dez minutos, mas eles parecem horas  para quem sente. Veja os sintomas mais comuns:

- Medo

- Desespero

- Falta de ar

- Tontura

- Formigamento

- Coração disparado (taquicardia)

- Náuseas

- Sudorese

- Tremores

- Aperto ou dor no peito

- Desconforto abdominal

- Sensação de morte iminente

- Sensação de estar enlouquecendo

Síndrome do Pânico não é frescura é doença
 
Muitas pessoas não conseguem trabalhar ou sair de casa sozinhas por receio de sofrer uma crise de pânico. Existem remédios que impedem o aparecimento de novas crises. Mas eles devem ser associados à psicoterapia.
Quando você tem uma febre essa é a sinalização de  uma doença física, você faz alguns exames seja laboratoriais ou físico detecta a infeçção ou outra coisa, você toma remédio a febre desaparece e a doença com o tratamento também. No pânico é um pouco diferente, a causa não pode ser detectada com exames laboratoriais só o físico, através da descrição dos sintomas relatados por você,  você toma a medicação os sintomas vão diminuindo a psicoterapia auxilia você a lidar com os fatores desencadeantes, alterando seu comportamento/pensamento, uma vez que a significação que você dá para os eventos é de extrema importância no determinante desencadear ou não a crise.


Se tiver alguma dúvida deixe a sua pergunta no comentário.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Estudo explica por que cirurgia bariátrica reduz apetite por açúcar



Alguns tipos de cirurgias bariátricas, como a com bypass gastrointestinal, realizada para o tratamento de obesidade mórbida e diabetes – por meio da qual é feito um desvio para redirecionar o alimento do estômago para a parte inferior do intestino delgado do paciente –, podem causar a diminuição do apetite pelo açúcar, já observavam especialistas na área.
Um estudo realizado por pesquisadores da Yale University, dos Estados Unidos, em colaboração com colegas de outras intistituições americanas, além da China e do Brasil, constatou que esse tipo de cirurgia bariátrica é capaz de causar essa inibição por afetar o funcionamento do cerébro, reduzindo a liberação do neurotransmissor dopamina, associado ao prazer e à recompensa.
O estudo, publicado na revista Cell Metabolism e destacado pela revista Nature, teve a participação da pesquisadora Tatiana Lima Ferreira, do Centro de Matemática, Computação e Cognição (CMCC) da Universidade Federal do ABC (UFABC).
A pesquisadora obteve uma Bolsa no exterior da FAPESP para realizar pesquisa na Yale University, no laboratório coordenado pelo pesquisador brasileiro Ivan Eid Tavares de Araújo, responsável pelo estudo.
“Já se sabia que cirurgias bariátricas, como a com bypass, causavam a perda do apetite por alimentos doces, mas ainda não era conhecido qual o mecanismo por trás disso. O estudo pode ajudar a compreender como ocorre a interação entre o cérebro e o estômago de pacientes submetidos a esse tipo de procedimento”, disse Ferreira à Agência FAPESP.
A fim de avaliar o potencial que o açúcar tem de desencadear hábito ou dependência por seu consumo crônico, os pesquisadores realizaram um experimento em que, inicialmente, expuseram um grupo de camundongos durante 13 dias a determinadas quantidades do carboidrato por eles autoadministradas ao lamber o bico de um bebedouro com um líquido açucarado.
Para analisar se esses animais que ingeriram cronicamente açúcar continuavam a buscar o carboidrato mesmo depois de satisfazer sua saciedade, eles realizaram um segundo experimento: injetaram diretamente no estômago dos camundongos uma quantidade equivalente de açúcar àquela autoadministrada no primeiro experimento e os expuseram novamente ao bebedouro com líquido açucarado.
Os pesquisadores observaram que os animais continuaram a lamber o bico do bebedouro com líquido açucarado para consumir mais açúcar.
“O experimento demonstrou que a administração crônica de açúcar induziu um comportamento habitual nos animais. Isso não ocorreu com outro grupo de camundongos expostos cronicamente a adoçante”, comparou Ferreira, referindo-se a um terceiro experimento realizado pelo grupo.
Os pesquisadores começaram a investigar o que acontecia no encéfalo dos camundongos que autoadministraram a ingestão de açúcar.
Os resultados das análises indicaram que durante a autoadministração de açúcar ocorria um aumento da liberação de dopamina em uma região específica do cérebro dos animais, o estriado dorsal.
“Observamos que os circuitos cerebrais envolvidos com o comportamento compulsivo por açúcar são bastante similares aos relacionados com a dependência de drogas”, disse Ferreira.
O próximo passo dos pesquisadores foi verificar se camundongos expostos cronicamente ao açúcar e submetidos à cirurgia bariátrica com bypass gastrointestinal também desenvolviam o hábito de ingerir o carboidrato.
O procedimento de alteração da rota gastrointestinal realizado nos camundongos, semelhante ao feito em humanos – em que é feita uma conexão direta do estômago com uma parte inferior do trato gastrointestinal, chamada jejuno –, suprimiu a compulsão dos animais por açúcar ao reduzir a liberação de dopamina na região cerebral do estriado dorsal induzida pela ingestão do carboidrato, afirmou Ferreira.
“Mesmo expostos cronicamente ao açúcar, os camundongos submetidos à cirurgia bariátrica com bypass gastrointestinal passaram a não apresentar mais o comportamento de querer sempre mais açúcar em razão da diminuição da liberação de dopamina no estriado dorsal”, explicou.
“Provavelmente, a compulsão por açúcar não está associada ao sabor doce, mas à caloria do carboidrato”, avaliou.
Reativação do hábito
A descoberta de que a cirurgia bariátrica com bypass gastrointestinal é capaz de diminuir o apetite por açúcar ao reduzir a liberação de dopamina na região cerebral do estriado dorsal estimulou os pesquisadores a realizar um outro experimento em que reativaram o hábito de consumir o carboidrato por camundongos submetidos ao procedimento por meio da estimulação dos receptores dopaminérgicos.
Por meio de uma técnica avançada de neurociência, chamada optogenética – em que é injetado um vírus em uma região específica do cérebro para fazer com que os neurônios daquela região cerebral expressem uma proteína sensível à luz –, os pesquisadores conseguiram ativar neurônios que expressam receptores dopaminérgicos no cérebro dos animais.
Com isso, os animais aumentaram o consumo de substâncias adocicadas, derrubando os efeitos da cirurgia bariátrica com bypass gastrointestinal.
“Conseguimos induzir o comportamento de hábito de consumir açúcar mesmo nos camundongos que foram submetidos à cirurgia bariátrica com bypass gastrointestinal e que só tinham ingerido adoçante pela simples ativação da via dopaminérgica na região do estriado dorsal", afirmou Ferreira.
Os pesquisadores também constataram que, por outro lado, lesões nos neurônios que expressam receptores dopaminérgicos na região do estriado dorsal do cérebro dos animais são capazes de abolir o comportamento compulsivo por açúcar.
O artigo Striatal dopamine links gastrointestinal rerounting to altered sweet appetite (doi: 10.1016/j.cmet.2015.10.009), de Ferreira e outros, pode ser lido por assinantes da revista Cell Metabolism emwww.sciencedirect.com/science/article/pii/S1550413115005252. 
Elton Alisson | Agência FAPESP

terça-feira, 14 de julho de 2015

Cálculo do IMC - Mulheres e Homens


O que é IMC?

IMC é uma sigla utilizada para Índice de Massa Corporal.
O Índice de Massa Corporal é uma medida utilizada para medir a obesidade adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). É o padrão internacional para avaliar o grau de obesidade.
O sobrepeso e a obesidade, indicados pelo IMC, são fatores de risco para doenças tais como a hipertensão arterial, a doença arterial coronariana e o diabetes melittus, além de outras patologias consideradas de alto risco para a Saúde Pública.
Hoje em dia, o IMC é utilizado como forma de comparar a saúde de populações, ou até mesmo definir prescrição de medicações.
Os valores de IMC são independentes de idade e sexo. Apesar disso, o IMC pode não corresponder ao mesmo grau de gordura em diferentes populações devido às diferentes proporções do corpo.
Riscos à saúde associados ao aumento do IMC devem ser constantemente observados e interpretados, já que podem ser diferentes em cada população.

Limitações do IMC

Ultimamente, vem acontecendo debates sobre se há necessidade do desenvolvimento de diferentes níveis de medida na tabela de IMC de acordo com diferentes grupos étnicos. Isso acontece devido à evidência de que as associações entre IMC, percentagem de gordura corporal e distribuição da gordura corporal diferem entre populações e, portanto, os riscos de saúde podem aumentar abaixo do ponto de corte de 25 kg/m2 que define o sobrepeso classificação atual da OMS.
Já houveram algumas tentativas de interpretar o IMC diferentemente em populações asiáticas e do Pacífico, mas nenhuma alteração foi adotada.
Um grupo de trabalho foi formado por especialistas da OMS e está realizando uma nova revisão e avaliação dos dados disponíveis sobre a relação entre a circunferência da cintura e o risco para a saúde.

Veja abaixo uma lista com algumas das limitações do IMC:

1. A partir do IMC não é possível diferenciar os componentes gordo e magro da massa corporal;
2. A partir do IMC pessoas brevilíneas e/ou musculosas podem ter um valor de Índice de Massa Corporal inadequado à sua realidade e serem consideradas obesas;
3. Diferenças étnicas influenciam no IMC. Por exemplo: descendentes asiáticos podem ser considerados mais obesos;
4. Para idosos, o IMC possui uma classificação diferenciada.




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Peso (em Kg)


Altura (em Cm)






IMC


Avaliacao do IMC


Calculadora IMC - Psicóloga Elizabeth Barbosa

segunda-feira, 6 de julho de 2015

É hora de parar de fumar

Por que as pessoas fumam?

A nicotina, presente em qualquer derivado do tabaco é considerada droga por possuir propriedades psicoativas, ou seja, ao ser inalada produz alteração no sistema nervoso central, trazendo modificação no estado emocional e comportamental do usuário que pode induzir ao abuso e dependência. O quadro de dependência resulta em tolerância, abstinência e comportamento compulsivo para consumir a droga, estabelecendo-se assim  um padrão de auto-administração  caracterizado pela necessidade tanto física quanto psicológica da substância, apesar do conhecimento de seus efeitos prejudiciais à saúde.
Muitos são os fatores  que podem levar a pessoa a experimentar drogas, já que é histórica a tendência humana de buscar formas de alterar sua consciência de modo a produzir prazer e modificar seu humor.  De maneira geral a possibilidade do encontro com a droga se dá na  adolescência, fase caracterizada por muitas transformações físicas e emocionais , angústias e busca de respostas.
Dependendo da suscetibilidade individual,  alguns fatores serão decisivos para estimular o indivíduo  atender a essa tendência humana de buscar nas drogas o alívio para suas tensões, tais como  a aceitação social de uma determinada substância, seu fácil acesso, uso da droga por pessoas que tenham  papel de modelos de comportamento. Portanto, a sociedade pode contribuir de maneira significativa para que o acesso ao uso seja estimulado, causando adoecimentos em larga escala.

Quer parar de fumar?

Equivocadamente muitas pessoas acreditam que o  tabagista  é um  “viciado”, “sem força de vontade”, “que não deixa de fumar porque não quer”.  Não é isso. Na verdade quem fuma sofre de dependência química, ou seja, é alguém que ao tentar deixar de fumar, se defronta com grandes desconfortos  físicos e psicológicos que trazem sofrimento, e que pode impor a necessidade de várias tentativas até que finalmente consiga abandonar o tabaco. Entender o que acontece com o tabagista e suas tentativas de parar de fumar é fundamental  para que se possa ter a real dimensão do problema. Portanto, se você quer parar de fumar comece escolhendo uma data para ser o seu primeiro dia sem cigarro. Este dia não precisa ser um dia de sofrimento. Faça dele uma ocasião especial e procure programar outra coisa que goste de fazer para se distrair e relaxar.
Acesse na biblioteca o fôlder "Você está querendo parar de fumar?".
Se não consegue parar de fumar sozinho procure um tratamento especializado. Para informações mais detalhadas, favor consultar a Coordenação de Controle do Tabagismo da sua Secretaria Estadual e/ou Municipal de Saúde. 
Ou um profissional de psicologia e um pneumatologista

Abordagem

Fumar é um comportamento extremamente reforçado diariamente. A abordagem tendo por base o modelo cognitivo comportamental é a técnica recomendada para o tratamento do tabagista, tendo como premissa básica o entendimento de que o ato de fumar é um comportamento aprendido, desencadeado e mantido por determinadas situações e emoções, que leva a dependência devido às propriedades psicoativas da nicotina. O tratamento objetiva, portanto, a aprendizagem de um novo comportamento, através da promoção de mudanças nas crenças e desconstrução de vinculações comportamentais ao ato de fumar, combinando intervenções cognitivas com  treinamento de habilidades  comportamentais.

Apoio medicamentoso

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo, que é o de minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina, facilitando a abordagem intensiva do tabagista , Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com uma boa abordagem. Dessa forma, o tabagista sente menos ânsia ao parar de fumar, e se sente mais confiante para por em prática as orientações recebidas durante as sessões da abordagem intensiva.
Os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do tabagismo na Rede do SUS são os seguintes: Terapia de Reposição de Nicotina, através do adesivo transdérmico, goma de mascar e pastilha, e o Cloridrato de Bupropiona.

Benefícios

Parar de fumar sempre vale a pena em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo cigarro, tais como câncer, enfisema ou derrame. A qualidade de vida melhora muito ao parar de fumar. Veja o que acontece se você parar de fumar agora:
     
  • Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.
  •  
  • Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue.
  •  
  • Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.
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  • Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor.
  •  
  • Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida.
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  • Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.
  •  
  • Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.
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  • Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.
Quanto mais cedo você parar de fumar menor o risco de adoecer.

Terapia cognitivo-comportamental: é indicado como um dos tratamentos mais eficientes. 

Para obter mais detalhes preencha o formulário.



domingo, 31 de agosto de 2014

Pareceres e laudos psicológico para pacientes bariátricos



A partir  2007 o procedimento cirúrgico para a realização da bariátrica divide em três etapas: o preparo pré-operatório o procedimento cirúrgico; e o acompanhamento pós-operatório.
A solicitação de pareceres e laudos psicológicos que comprovem a necessidade de tais intervenções e a segurança do procedimento é indispensável. Os laudos avaliam se o indivíduo está saudável psiquicamente para enfrentar as mudanças que vai vivenciar como resultado de sua escolha. O laudo é necessário também para autorizar a operação inclusive em hospitais públicos.
Para a  Psicologia cabe a  avaliação psicológica no pós-cirúrgico ou  pré-operatório, durante a fase inicial. A avaliação é uma investigação minuciosa e criteriosa quanto: vida da pacientes (anamnese) as suas  expectativas quanto à cirurgia e após a cirurgia; existe a aplicação de testes e inventários  para conhecer a estrutura de personalidade do paciente, conhecer os comportamentos depressivos,  se existe a  compulsão alimentar, se existe  distúrbios na imagem e auto estima, possíveis compulsões seja no  uso abusivo de substâncias lícitas ou ilícitas.
Realizo o trabalho de avaliação pré-cirúrgica em quatro encontros, com a entrega do laudo três dias após a última sessão. O pós-cirurgico depende do quadro clinico do paciente.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

RESPIRAÇÃO - UM RECURSO CONTRA A ANSIEDADE










O diafragma funciona como uma membrana fazendo com que o abdômen se expanda e se comprima conforme a respiração ocorre. Na inspiração ele desce, expandindo o abdômen e arrastando consigo a base do pulmão, o que aumenta seu volume interno e a sucção do ar. Na expiração, o diafragma vai para cima, comprimindo os pulmões e expulsando o ar.
Esse processo com o tempo  vai se perdendo com a vida sedentária, e com a forma errada de respirar, de modo que em muitas pessoas é como se o diafragma não existisse mais, pois não faz mais esse trabalho. Resta somente a respiração com a parte superior dos pulmões, o que a deixa mais breve e rápida. A repercussão disso é uma menor oxigenação do organismo, bem como o possível aumento de sintomas de ansiedade; uma vez que respirar de maneira rápida causa mudanças fisiológicas, acelerando nosso batimento cardíaco.
Respiração diafragmática
A respiração diafragmática ou respiração profunda é chamada assim porque expande o diafragma e leva o ar rico em oxigênio até o abdômen. É através dessa técnica que se consegue aumentar significantemente a capacidade volumétrica dos pulmões em mais do dobro. Desse modo todo o corpo é mais oxigenado, inclusive o cérebro.
A respiração diafragmática pode ser utilizada por todos nos momentos, auxilia no combate da tensão e estresse. É o primeiro passo para restabelecer o equilíbrio e também para o relaxamento, desconstruindo o mecanismo de luta ou fuga causado pela respiração torácica. Também é uma excelente ferramenta para quem tem dificuldades para dormir e mesmo para eventos ligados à síndrome do pânico.
Quando você está com sintomas da SP, esse exercício é muito útil, consegue trazer o equilíbrio ao seu organismo, porém você deve praticar antes das crises, caso contrário será muito difícil conseguir fazê-lo. TREINE...EM QUALQUER LUGAR.
(Re) aprendendo a respirar
·         Coloque-se de forma confortável sentado ou deitado
·         Coloque a mão no abdômen (barriga) próxima ao umbigo;
·         Feche os olhos e concentre-se em sua respiração;
·         Inspire pelo nariz e encha os pulmões de ar, leve-o até o abdômen, percebendo que ele se movimenta (sua barriga levanta). Você pode imaginar que está enchendo uma bexiga que está dentro de sua barriga. Ao inspirar conte até quatro (mentalmente) para que o pulmão e o abdômen fiquem expandidos;
·         Retenha o ar por dois tempos (conte lentamente até dois mentalmente), mantendo a barriga e os pulmões cheios;
·         Expire lentamente pelo nariz ou pela boca ( o que achar melhor), contando até cinco, esvaziando completamente o pulmão e o abdômen;
·         Mantenha os pulmões vazios por dois tempos (conte lentamente um...dois) reinicie os movimentos.
Procure efetuar os movimentos respiratórios de tal forma que haja pouco movimento torácico (movimento do peito) e mais movimentos abdominais (movimento de barriga).
Repita dez vezes a respiração ou pratique por aproximadamente três a cinco minutos. Neste processo o cérebro recebe mais oxigênio do que está acostumado, é interessante ir adaptando o ritmo de forma que fique confortável.
Quanto mais você trinar, mais automática ela será, com o tempo vá aumentando os tempos de parada e o tempo de aspiração e expiração.
Qualquer dúvida pergunte que eu respondo.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

TERAPIA COMPORTAMENTAL EMOTIVA RACIONAL

Albert Ellis é um famoso psicólogo e psicoterapeuta, dissidente de Freud, falecido em 24 de julho de 2007 aos 93 anos, que desenvolveu a Terapia do Comportamento Emotivo Racional (TCER, mais conhecida pela sigla em inglês REBT – Rational Emotive Behavior Therapy).
Autor de 75 livros, durante trinta anos apresentava conferências sobre suas terapias, e contribuiu em muito para o desenvolvimento das terapias cognitivas e comportamentais.

Numa época em que os modelos psicanalíticos estavam muito em voga, Ellis ensinava em Nova York que eles eram uma perda de tempo e era melhor que as pessoas praticassem os comportamentos de sucesso que desejavam desenvolver, ao invés de se questionarem por anos a fio do porquê manifestarem comportamentos inadequados.

Também  sugeria analisar os  comportamentos inadequados e eliciar (descobrir) as crenças irracionais que servem de base para tais comportamentos. E depois de destacar as consequências óbvias destes comportamentos, fazer um processo regressivo – isto é, do fim para o princípio – decidindo quais seriam os comportamentos desejados, estabelecer que crenças são adequadas para manifestar tais comportamentos e, por fim, praticar tais comportamentos até que tais crenças se tornassem naturais.

Ele tratava os distúrbios emocionais segundo o modelo ABC:
(A) Antecedentes
(B) Beliefs (Crenças)
(C) Consequências.

A técnica ABC ensina que, através de modelos cognitivos, as pessoas podem se conscientizar de que é possível superar suas próprias inibições através da detecção do que chamava de “pensamentos contraproducentes” e das crenças irracionais subjacentes, opondo a elas uma análise de sua sustentação empírica (baseada em fatos reais) e também do exercício de pensamentos e crenças mais úteis.

Os textos mais atuais tratam esta técnica como “ABCD”, sendo o (D) Debater, isto é, o confrontamento das crenças irracionais. Assim fica mais claro que apenas conhecer cognitivamente as (C) Consequências dos próprios comportamentos disfuncionais e das crenças irracionais não é suficiente; é necessário praticar comportamentalmente a mudança, isto é, o (D) Debate, seja no plano da linguagem ou da ação.

Os estudiosos de PNL (Programação Neurolinguística) muito se beneficiariam em estudar mais as teorias de Albert Ellis. Suas práticas são de fácil aplicação, sem necessidade de técnicas laboratoriais tão em voga nas terapias comportamentais atuais. A prática do metamodelo linguístico e do trabalho de modelagem, como também o trabalho de linguagem da PNL para a mudança de crenças, são muito enriquecidos com o conhecimento da REBT.

Entre os seus livros disponíveis no Brasil, estão “Como Conquistar sua Própria Felicidade”, “Fique Frio: como Manter a Calma em meio a pressões”, “Sexo sem culpa e sem medo” e “Caminho para a Libertação Feminina”. São meio difíceis de encontrar, mas espero que este post estimule as editoras (Ibrasa, Papelivros e Best Seller) a republicá-los…

Em 1970 Albert Ellis formulou uma lista de onze crenças irracionais, e asseverou que a oposição a elas produziria um ser humano mais satisfeito, motivado e eficiente.

O texto das crenças do autor está muito empolado para os dias atuais, e em alguns textos a lista das crenças difere ligeiramente. Já vi esta lista com doze itens.

Fazendo uma compilação de vários textos acabei encontrando treze itens importantes, ao invés de doze. E por isso aproveito para acrescentar minha contribuição, listando abaixo a minha interpretação, tanto da forma de listar as crenças irracionais quanto as sugestões do que considero a melhor abordagem cognitiva para sua confrontação.

Minhas Ressignificações:
1 – Extrema necessidade para o adulto ser amado ou aprovado por outra pessoa significativa.
Res: Os outros refletem o amor que sentimos por nós mesmos. Decida o que deseja ser, fazer e agir no mundo e se sentirá amado pela pessoa que mais importa: você mesmo.
2 – Certas pessoas são más e deveriam ser punidas.
Res: Ser mau ou bom é um ponto de vista após o acontecido. O importante é agir de forma justa no presente, ao invés de analisar o passado.
3 – É horrível e catastrófico quando as coisas não são do jeito que gostaríamos que fossem.
Res: Seria mais horrível se nunca houvesse nada inesperado. O mundo sem novidade é horroroso.
4 – A felicidade é externamente causada.
Res: felicidade é um hábito interno, isto é, o mundo é um jogo divertido, e não uma luta feroz.
5 – Devemos ficar preocupados com as coisas que podem ser perigosas ou assustadoras.
Res: O sentido do perigo é como a sirene do bombeiro: incômoda, mais muito útil. Mas quando já apagamos o fogo, não adianta deixar a sirene ligada. Prevenir-se de forma calma e atenta é muito mais garantido do que se preocupar.
6 – É mais fácil evitar do que enfrentar certas dificuldades ou responsabilidades.
Res: evitar é correr em círculos, sem sair do lugar. Enfrentar é subir uma escada, cada degrau levando para algo
7 – Precisamos nos apoiar em alguém ou alguma coisa mais forte do que nós próprios.
Res: Pense em uma tenda, onde todos os cordéis contrabalançam todos. Quando todos se sustentam e apoiam uns aos outros; somos em conjunto mais fortes.
8 – Deve-se ser inteiramente competente, adequado e realizador em todos os aspectos para ter valor.
Res: ser perfeito é muito chato e cansativo. Fazer bem algo é muito mais satisfatório do que fazer de tudo de forma medíocre.
9 – O passado de alguém é um determinante do seu comportamento para sempre.
Res: O passado é história, e o que conta é a interpretação dela no presente. Interprete-a da forma mais positiva possível e ela lhe servirá para um futuro melhor.
10 – Há uma solução certa, precisa e perfeita para os problemas humanos e precisamos encontrá-la para controlar a situação.
Res: Só há uma solução única para problemas previamente montados com soluções convergentes, tais como questões de escola. Na vida, os problemas são questões de soluções divergentes, isto é, “cobrir um santo descobrindo um outro”. As soluções reais são sempre uma questão de equilíbrio entre vários fatores.
11 – Os problemas e as preocupações de outras pessoas devem nos preocupar.
Res: Cada um tem sua cota de desafios no jogo da vida. Resolver os desafios dos outros torna o jogo de todos muito chato.
12  – As pessoas têm pouca ou nenhuma habilidade para controlar seus distúrbios emocionais e como se sente.
Res: A Habilidade vem com a prática.
13 – Não fazer nada ou protelar uma solução pode ajudar na resposta a uma solução de conflito.
Res: há pouquíssimas chances do adiamento ou protelação ser eficaz. É estatísticamente mais útil jogar uma moeda para o ar e fazer a opção que ocorrer. E é ainda mais útil esforçar-se para decidir a melhor solução, a partir do método de solução de problemas mais prático de todos, conforme descrito abaixo.

MÉTODO DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS “OPADIA”
(Orientação / Problema / Alternativas / Decisão / Implementação / Verificação)
Orientação
- distancie-se emocionalmente da questão;
Problema
- reconheça o problema e defina-o de forma sintética;
- especifique o que quer no lugar, isto é, a solução;
- transforme-a em uma pergunta, isto é, “como consigo sair daqui e chegar ali?”;
Alternativas
- colha informações;
- examine como e onde ocorre e como e onde não ocorre o problema e as soluções satisfatórias;
- liste hipóteses alternativas possíveis para a solução;
Decisão
- analise o custo/benefício de cada alternativa;
- tome a decisão de aplicar uma das alternativas, mesmo que de forma provisória;
Implementação
- acompanhe os efeitos da aplicação desta alternativa;
- crie uma estratégia para manter de forma constante a nova solução;
Verificação
- avalie se a implantação da alternativa atingiu os critérios da solução desejada previamente;
- se não atingiu, faça um novo ciclo de análise do problema, até ficar satisfeito com os resultados;
- faça checagens periódicas, seja para manter ou para aprimorar a solução, readequando às mudanças ambientais.