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sábado, 28 de abril de 2012

SUCOS VERDES

Os Sucos mais importantes

Todas as frutas e hortaliças têm papéis importantes a desempenhar para manter a saúde boa, porém alguns mais do que outros. Suco de cenoura e de aipo devem se tornar logo parte da dieta diária. O suco de maçã é o único que pode ser misturado a qualquer suco de hortaliça.

Folhas verdes, tais como espinafre, salsa, alface e brotos são de importância vital. Sucos de frutas cítricas são excelentes fontes de vitamina C, muito necessária para o nosso corpo.

Todos os benefícios dos Sucos à Saúde

A grande quantidade de alimentos crus livra o corpo de toxinas, da-lhe sensação refrescante e torna-o energizado e relaxado ao mesmo tempo. Os alimentos puros suavizam a pele, tornam os cabelos brilhantes, a respiração livre, e todo sistema orgânico fica tão regulado que você não precisará mais se preocupar com ele. Gripes e resfriados diminuem e tornam-se muito mais espaçados.

Pesquisas demonstram que o beta-caroteno desempenha um papel importante na prevenção de muitas doenças. Em ação, ele funciona como um antioxidante, neutraliza as moléculas nocivas conhecidas como radicais livres. Ao fazer isto, o beta-caroteno protege a valiosa carga genética que existe em cada célula, para garantir a saúde e diminuir as possibilidades do envolvimento das doenças.

Hoje em dia, a comunidade médica aconselha o consumo de mais hortaliças que contenham beta-caroteno para evitar certos tipos de câncer. Fontes: cenoura, agrião, couve-flor, espinafre, nabo, brócolis e abóbora.

A clorofila é um outro elemento muito valioso para os seres humanos. Encontrada apenas nas plantas, a clorofila aparece no combate ao crescimento de tumores.
Estes são alguns modos pelos quais os sucos frescos de frutas e hortaliças podem melhorar a sua vida e ajudar a prevenir uma série de doenças.

Dicas importantes:
Tomar os sucos assim que ficarem prontos.
Não armazená-los na geladeira para consumo posterior.
Quando tomar suco de hortaliças, trate de mastigá-los.


Receitas básicas

  • coquetel antivírus: 2 maças e 1 laranja
  • regulador noturno: 2 maçãs e 1 pêra
  • purificador de sangue: 3 maças e 8 morangos
  • anti-úlcera: ½ tomate, 100g repolho, 2 talos salsão
  • exterminador de manchas: 6 cenouras ½ pimentão verde
  • depurador do corpo: 2 cenouras, ½ pepino, ½ beterraba
  • coquetel baixa-colesterol: 5 cenouras, ½ maçã, 1 pedaço gengibre e 1 punhado de salsinha
  • digestivo especial: 6 cenouras e 7 folhas espinafre
  • cabelos brancos: 100g repolho, 7 folhas espinafre e 4 cenouras
  • evitar fadiga muscular: 4 cenouras, 1 aspargo 1 talo salsão
  • coquetel estimulante de energia: 6 cenouras, 5 ramos salsinha
  • envelhecimento geral: salsão, melancia, cenoura e salsinha
  • unhas quebradiças: pepino
  • osteoporose: cenoura, couve e brócolis
  • artrite: repolho, salsão

Receita especial

Suco Pele de Cetim: excelente para resfriados e náusea. Contribui para a suavidade da pele. É indicado para levantar o ânimo. É o verdadeiro suco do renascimento.
Ingredientes: 5 cenouras, 1 maçã e 1 pedaço de gengibre.



Suco verde (Purifica, regenera e constrói o corpo)


Ingredientes:
½ litro de água filtrada.
4 folhas de couve. (pode ser a mesma quantidade de agrião ou misturados meio a meio).
Caldo de 1 limão grande ou 2 limões pequenos.
½ xíc. de açúcar mascavo 20 gotas de stévia (Stevita)
Uma Pitada de ervas aromáticas como hortelã ou funcho.

Modo de preparar:
Bata todos os ingredientes no liquidificador durante 30 segundos.
Coe em coador fino.
Guarde em jarra escura.

Atenção:
Os suco amarelo de cenoura e o vermelho de beterraba também são excelentes para a manutenção da saúde. Prepare-os substituindo cenoura ou beterraba pela couve da receita acima.

Procure não guardar o suco verde, tome-o na hora para aproveitar as vitaminas !

Utilize:
1 a 2 copos como desjejum
Se desejar tome 2 dias suco verde, 1 dia suco amarelo e 1 dia suco vermelho...

SUCO NUTRITIVO

Ingredientes:
250ml de suco de laranja, 1/3 de cenoura crua, 1/8 de tomate fresco bem vermelho sem sementes, ¼ de maçã com casca, ¼ de polpa congelada de acerola, pedaços de 3 frutas frescas diferentes (exceto banana e abacate). Convém variar as frutas, para não enjoar do sabor.

Modo de Preparo:
Bater no liqüidificador, não coar e tomar em seguida. Adoçar, se desejar, com 1 col. (sobremesa) de açúcar, no máximo. Para ficar gelado, deixe as frutas na geladeira antes de utilizá-las.


SUCO CICATRIZANTE

Ingredientes:
200ml de suco de laranja lima (espremido na hora), ½ folha de couve manteiga (fresca e lavada, sem o talo).

Modo de Preparo:
Bata tudo no liqüidificador. Na hora de servir, não coe. Tome pela manhã, ainda em jejum, por 15 dias. Este suco é ideal para o auxílio de tratamentos de gastrites e colites.


SUCO ANTIOXIDANTE

Ingredientes:
Abacaxi, ameixa preta fresca, maçã, polpa de framboesa, folhas de melissa fresca ou capim cidreira, água mineral suficiente.

Modo de fazer:
Bata tudo no liqüidificador, coe e beba em seguida. Tome duas vezes ao dia para ter efeito antioxidante.

INCREMENTE SEU SUCO

INFUSÃO DE ESPECIARIAS

Ingredientes:
1 canela em pau, 1cm de gengibre, ½ fava de baunilha, 2 bagos de cardamomo, 1 anis estrelado, 2 litros de água.

Modo de fazer:
Coloque todos os ingredientes em uma panela e deixe reduzir pela metade. Coe e acrescente 200 ml da infusão para cada litro do suco de sua preferência (pode até ser suco de caixinha).

FRUTA OU POLPA?
A fruta in natura é a preferida, pois acredita-se que ela é muito mais saborosa e conserva uma maior quantidade de vitaminas e proteínas encontradas nos frutos. Mas há ressalvas. "Se for colhida antes da época, ela pode deixar de ter diversos nutrientes, como a vitamina C, que geralmente é a última a compor a fruta", explica a nutricionista especialista em gastronomia Andréa Esquivel. "A polpa é sempre tirada de um fruto maduro, já que as empresas querem aproveitar ao máximo o material colhido. Logo que é extraída, ela é congelada, e o congelamento preserva suas vitaminas. Portanto, se a fruta não estiver na época certa, prefira a polpa", ensina.

EXÓTICAS E SABOROSAS

PITAYA - Fruta exótica, pertencente à família das cactáceas. Tem fama de ser afrodisíaca.

SALMÃO-CLARO - Lembra a graviola, mas é um pouco mais ácido. Tem frescor e consistência leve.

ROSA-CHOQUE - Tem gosto de suco de beterraba. É bem ralinho e um pouco aguado.

JAMBO - As melhores épocas para a colheita deste fruto são o verão e o outono.

CEREJA - Rica em glicose e minerais, tem polpa refrescante. Seu suco é delicioso, mas caro.

BLUEBERRY - Conhecida no Brasil por mirtilo, é a cereja azul dos norte-americanos.

VERMELHO - Fica bom puro ou com laranja. Tem que ser consumido logo, pois escurece.

VINHO-GRANULADO - Combina tanto com água quanto com leite. Mas é ralo demais.

MANGOSTIM - De origem asiática, é a "rainha das frutas tropicais". Rica em vitaminas C e E.

VERDE-CLARO - Lembra o sabor de uma goiaba verde. É também um pouco adstringente.

quinta-feira, 15 de março de 2012

15 MARÇO DIA DO CONSUMIDOR

CONSUMO CONSCIENTE

A partir desse mês iniciaremos no Jornal Direção uma série de reportagens sobre Responsabilidade Social e Cuidado com o Meio Ambiente.
Uma das principais formas de cuidar do meio ambiente é contribuir com nossa atitude diária, ou seja, nossos hábitos.
Traremos assim uma séria de artigos que instigam a reflexão sobre o que influencia nossa vida pessoal, familiar e comunidade, interfere em escolhas e refletem assim o resultado de vivermos em sociedade.
Cuidar do Ambiente em que vivemos, é cuidar acima de tudo da Vida, garantindo sua continuidade.
Então vamos iniciar pelo Consumo Consciente.

O QUE É O CONSUMO CONSCIENTE?

O consumo consciente é o consumo que equilibra a prosperidade econômica, a justiça social e a sustentabilidade do meio ambiente. Esta filosofia visa justamente desenvolver no consumidor atitudes e valores que permitam a ele e à sua comunidade uma qualidade de vida melhor e mais sustentável.

O consumidor consciente pode influir positivamente na sociedade, pois com seu poder de escolha, ele pode determinar que tipo de empresas ele quer na sua sociedade e, como formador de opinião, estabelece comportamentos que deverão ser seguidos pelos outros.
Se ele preferir os produtos, daquelas empresas que trazem benefícios, ajudam a preservar o ambiente e investem em ações sociais, ajudará a criar um mundo melhor não só para ele, mas para todas as pessoas.
Um exemplo de comportamento positivo é a separação de lixo para reciclagem. É algo que provoca pouco impacto no cotidiano de quem separa, mas que pode ajudar a manter uma cooperativa de catadores e a diminuir o volume de lixo que vai para os aterros.
Ao consumir produtos, serviços ou recursos naturais, o consumidor consciente leva em conta suas necessidades pessoais, o impacto no meio ambiente e o bem-estar social. Ele reconhece as ações de responsabilidade social das empresas, prestigiando ou punindo as mesmas de acordo com sua atuação na sociedade.
Ele leva em consideração, por exemplo, se a empresa polui o meio ambiente, se emprega trabalho infantil, se usa madeira extraída ilegalmente e se a embalagem é reciclável, para que ele possa separá-la para a coleta seletiva.
O consumidor consciente, portanto, é o cidadão que percebeu que o simples ato de ir às compras coloca em suas mãos um enorme poder transformador. E que, com pequenos e rotineiros gestos, ele pode mudar o mundo.

Fonte: Instituto Akatu / Desenvolvimento

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

SER FELIZ NA MEDIDA CERTA

Ser feliz é uma das maiores preocupações de nossa sociedade hoje. Ela se manifesta na cultura popular, em livros de autoajuda, terapias e palestras de motivação. Não é para menos. Há fortes evidências sobre os benefícios de ter mais emoções positivas, menos emoções negativas e de estar satisfeito com a vida - os 3 pilares da felicidade. No entanto, essa história também tem dois lados. Se for vivida em excesso , na hora errada e no lugar errado, a felicidade pode levar a resultados indesejados. E, inclusive, não ser saudável.

É o que indicam estudos recentes. Níveis moderados de emoções positivas favorecem a criatividade, mas níveis altos não. Crianças altamente alegres estão associadas com o maior risco de mortalidade na idade adulta por seu envolvimento em comportamentos arriscados. Isso porque uma pessoa muito feliz teria menos probabilidade de discernir as ameaças iminentes. Aqui, na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, fizemos uma pesquisa com 20 mil participantes saudáveis de 16 países. E encontramos os maiores níveis de bem-estar naqueles que tinham uma relação moderada entre emoções positivas e negativas em sua vida diária. Também vimos que níveis moderados (não extremos) de sentimentos positivos estão ligados à redução de sintomas de depressão e ansiedade, além do aumento da satisfação pessoal.

Como você pode perceber, felicidade não é uma só. Ela vem em diferentes sabores. Varia, por exemplo, segundo a dimensão do estímulo (excitação x calma) ou do engajamento social (compaixão x orgulho). Certos tipos de felicidade são muito autofocados e, por isso, acabam sendo mal-adaptados. É o caso do orgulho, geralmente ligado às conquistas e ao status social. O orgulho pode ser bom em certos contextos, mas também tem sido associado à agressividade e ao risco de desenvolver transtornos de humor, como a mania.

A própria busca por ser feliz também pode ser contraproducente. Muitas vezes, aliás, quanto mais as pessoas procuram a felicidade, menos parecem capazes de obtê-la. A razão é simples: elas concentram tanta energia e expectativa nesse esforço que os eventos felizes, como festas e encontros com amigos, acabam sendo decepcionantes. Em adultos jovens e saudáveis, essa busca incessante pela felicidade tem sido ligada ao maior risco de mania e depressão.
O que fazer então? É impossível ser feliz o tempo todo ou em todo lugar. Não vale a pena nem tentar. Pense na situação em que você deseja (ou é mais relevante para você) ser feliz. E não se esqueça: não desmereça os sentimentos negativos. A tristeza, por exemplo, é parte da experiência humana e não necessariamente é ruim. Ela até nos ajuda a manter os pés no chão.

Tentar maximizar emoções positivas e minimizar as negativas, portanto, nem sempre é uma boa. O equilíbrio é fundamental.

* June Gruber é professora de psicologia na Universidade de Yale, nos EUA.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

PSICOLOGIA POSITIVA

Por mais de 60 anos, a psicologia trabalhou com o modelo de doença, e consistia em encontrar o que há de errado com você.

O bom é que há 60 anos nenhuma das doenças eram tratáveis, e agora 14 das doenças são tratáveis, 2 delas curáveis.

Outra coisa que aconteceu é que uma ciência se desenvolveu, uma ciência de doença mental.

Descobrimos que podemos usar conceitos pouco claros como depressão, alcoolismo, e medí-los com rigor; que podemos criar uma classificação das doenças mentais; que podemos entender as causas das doenças mentais;

Podemos observar as mesmas pessoas ao longo do tempo - pessoas que, por exemplo, são geneticamente vulneráveis à esquizofrenia, e perguntar qual a contribuição dos cuidados maternos, da genética, e podemos isolar outras variáveis, fazendo experimentos com as doenças mentais.

E o melhor de tudo, pudemos inventar tratamentos com remédios e psicológicos, e depois pudemos testá-los rigorosamente em testes com distribuição randômica e controle com placebos - jogar fora as coisas que não funcionaram e manter as que funcionaram.

A conclusão disso tudo é que a psicologia e a psiquiatria conseguem tornar pessoas extremamente infelizes em menos infelizes. Estou orgulhoso disso. Mas há 3 consequências:

  • A primeira é moral - psicólogos e psiquiatras se tornaram vitimólogos, patologizadores; nossa visão da natureza humana era que se você estivesse com problemas é porque caíram tijolos em você. E nos esquecemos que as pessoas fazem escolhas e tomam decisões. Esquecemos responsabilidade. Esse foi o primeiro ponto negativo.
  • O segundo ponto negativo foi que esquecemos de melhorar a vida de pessoas comuns. Esquecemos da missão de fazer pessoas relativamente sem problemas mais felizes, mais realizadas, mais produtivas, e "gênio", "talentoso", se tornaram palavras sujas. Ninguém trabalha com isso.
  • E o terceiro problema com o modelo de doença é, na nossa correria em fazer algo pelas pessoas com problemas, para fazer algo para consertar danos, nunca nos ocorreu desenvolver intervenções para fazer as pessoas mais felizes, intervenções positivas.

Foi isso que levou pessoas como Nancy Etcoff, Dan Gilbert, Mike Csikszentmihalyi e eu mesmo a trabalhar com algo que chamo de psicologia positiva, que tem 3 objetivos:

  • O primeiro é que a psicologia deveria estar tão preocupada com os pontos fortes do ser humano quanto com suas fraquezas.
  • Deveria estar tão preocupada com desenvolver os pontos fortes quanto com consertar danos.
  • Deveria se interessar pelas melhores coisas da vida, e deveria se dedicar à fazer a vida de pessoas comuns mais gratificante e a desenvolver genialidade, promover talentos.

Então durante os últimos 10 anos, temos visto o começo de uma ciência de psicologia positiva: uma ciência sobre o que faz a vida valer a pena.

Acontece que podemos medir diferentes formas de felicidade. E qualquer um de vocês, de graça, pode visitar o website AuthenticHappiness.org e fazer toda a gama de testes de felicidade. Vocês podem consultar como se comparam em relação a emoções positivas, a sentido, a fluidez (flow), com dezenas de milhares de outras pessoas.

Criamos o oposto do manual de diagnóstico de insanidades: uma classificação dos pontos fortes e virtudes que considera como se comportam em homens e mulheres, como são definidos, como diagnosticá-los, o que os constrói e o que os atrapalha.

Percebemos que podíamos descobrir as causas dos estados positivos, a relação entre atividade no hemisfério esquerdo e atividade no hemisfério direito como causa de felicidade.

Começando há 6 anos, perguntamos sobre pessoas extremamente Felizes, e como elas se diferenciam do resto de nós?

Elas não são mais religiosas, não estão em melhor forma, não têm mais dinheiro, não são mais bonitas, não têm mais situações boas e menos situações más.

A única maneira pela qual se diferenciam: elas são extremamente sociais. Elas não passam tempo sozinhas. Cada uma delas está em um relacionamento amoroso e cada uma tem um repertório rico de amigos.

Mas prestem atenção. Estes são apenas dados correlacionais, não causais, e é sobre felicidade primeiro no sentido Hollywoodiano que vou falar: felicidade transbordante e risadinhas e bem estar. Afirmo a vocês que isto não está perto de ser suficiente.

Descobrimos que podíamos começar a olhar as intervenções ao longo dos séculos, do Buda a Tony Robbins. Cerca de 120 intervenções foram propostas que se afirma que tornam as pessoas mais felizes.

E constatamos que pudemos procedimentar muitas delas, e realizar estudos de eficácia e eficiência com distribuição randômica. Isto é, quais intervenções tornam as pessoas felizes de forma duradoura?

Além da missão de curar os que possuem doenças mentais, e além da missão de tornar pessoas extremamente infelizes menos infelizes, é se a psicologia realmente pode tornar as pessoas mais felizes?

Acredito que há 3 vidas felizes diferentes:

  • A primeira vida feliz é a vida prazerosa. Uma vida na qual você tem tantas emoções positivas quanto puder, e as habilidades para amplificá-las.
  • A segunda vida é uma vida de envolvimento. Uma vida de trabalho, cuidados com os filhos, amores, lazeres, o tempo pára para você. É sobre isso que Aristóteles falava (endemonia).
  • E terceiro, a vida com significado. Agora quero falar um pouco sobre cada uma destas vidas e o que sabemos sobre elas.

A primeira vida é a vida prazerosa e é simplesmente o melhor que pudermos encontrar, é ter todos os prazeres que puder, toda a emoção positiva que puder, e aprender as habilidades, saborear, atenção no presente, que os amplifiquem, que os alongue pelo tempo e espaço.

Mas a vida prazerosa tem 3 inconvenientes, e é por isso que a psicologia positiva não é felicidadologia.

O primeiro inconveniente é o fato de que a vida prazerosa, a sensação de emoção positiva, é cerca de 50% hereditária, e na verdade não muito alterável.

Em segundo lugar, acostuma-se rápido com a emoção positiva. É como sorvete de baunilha, a primeira mordida é 100%, mas ao chegar na sexta mordida, já era.

E isso leva à segunda vida. E eu tenho que contar-lhes sobre meu amigo, Len. Em duas das três grandes áreas da vida, Len tinha um enorme sucesso.

A primeira área era o trabalho. Quando estava com 20 anos, era um negociante de opções de ações. Quando estava com 25, era um multi-milionário e o dono de uma empresa de corretagem de opções.

A segunda área, o jogo: ele é um jogador campeão nacional de bridge.

Mas na terceira grande área da vida, amor, Len é um fracasso absoluto. E a razão disso era que Len tem sangue frio. É um introvertido. As mulheres americanas diziam ao Len, quando saíam com ele "você não é divertido, vai passear".

Len era rico o suficiente para poder pagar psicanalistas famosos, os quais por cinco anos tentaram encontrar o trauma sexual que de alguma forma havia trancado sua emoção positiva dentro de si. Mas acontece que não havia trauma sexual.

A pergunta é, Len é infeliz? E eu quero dizer que não. Penso que Len é uma das pessoas mais felizes que conheço. Ele não está condenado ao inferno da infelicidade e a causa disso é que Len, como a maioria de vocês, é enormemente capaz de fluidez (flow).

Quando ele entra na bolsa de valores às 9:30h, o tempo pára para ele. E pára até o fechamento. Quando a primeira carta é jogada, até 10 dias depois quando o torneio está encerrado, o tempo pára para Len.

E é sobre isso, de fato, que Mike Csikszentmihalyi tem falado, sobre fluidez (flow), e é diferente de prazer de uma maneira muito importante. O prazer é um sentimento puro: você sabe que está acontecendo. É pensamento e sentimento.

Durante a fluidez, você não sente nada. Você e a música são um só. O tempo pára. Você tem intensa concentração. E esta é realmente a característica do que consideramos boa vida.

Achamos que há uma receita pra isso, e é saber quais são seus melhores pontos fortes. E de novo, há um teste válido de quais são seus 5 pontos fortes. E então remodelar sua vida para usá-los o máximo possível. Remodelar seu trabalho, seu amor, seus jogos, suas amizades, seus cuidados com os filhos.

Apenas um exemplo: uma pessoa com quem trabalhei era um empacotador em um supermercado. Odiava seu trabalho. Ela está trabalhando para pagar a faculdade. Seu ponto mais forte era inteligência social, então ela remodelou empacotar para fazer do encontro com ela o ponto alto social do dia de cada cliente.

É claro que ela falhou. Mas o que ela fez foi pegar seus pontos fotes, e remodelar o trabalho para usá-los o máximo possível. O que você consegue com isso não é um sorriso de orelha a orelha. O que você consegue é mais absorção. Então esse é o segundo caminho.

O primeiro caminho, emoções positivas. O segundo caminho é o da fluidez da eudemonia.

E o terceiro caminho é o significado. Esta é a mais venerável das felicidades, tradicionalmente. E significado nesta visão consiste em saber quais são seus pontos fortes, e usá-los para pertencer a e em serviço de algo maior que você.

Eu mencionei que para todos os três tipos de vida, a vida prazerosa, a vida boa, a vida com sentido, as pessoas estão trabalhando para responder a pergunta: existem coisas que mudam estas vidas de forma duradoura?

E a resposta parece ser sim. E vou dar-lhes alguns exemplos disso. Isto tem sido feito de uma maneira rigorosa. Fazemos randomização, controle de placebo, estudos de longo prazo de diferentes intervenções.

E apenas para exemplificar o tipo de intervenções que descobrimos que têm efeito, quando ensinamos às pessoas sobre a vida prazerosa, como ter mais prazer em sua vida, uma das tarefas é pegar as habilidades de atenção no presente, habilidades de saborear, e lhe damos a tarefa de criar um lindo dia.

No próximo sábado, separe um dia, crie um lindo dia para você, saboreando e ficando atento no presente para realçar estes prazeres. E podemos mostrar que deste modo a vida prazerosa é melhorada.

Visita de gratidão. Gostaria que lembrassem de alguém que fez algo imensamente importante que mudou sua vida em uma direção boa, e a quem você nunca agradeceu apropriadamente. A pessoa tem que estar viva. Eu espero que todos vocês tenham uma pessoa como essa.

Sua tarefa é escrever um depoimento de 300 palavras para essa pessoa, telefonar para ela, perguntar se pode visitá-la, não diga o porquê, aparecer na porta da casa dela, você lê o depoimento. O que acontece é que quando testamos as pessoas uma semana, um mês, três meses depois? Ambas estão mais felizes e menos deprimidas.

Outro exemplo é um encontro de pontos fortes, no qual pedimos à casais para identificar seus pontos mais fortes no teste de pontos fortes, e então projetar uma tarde na qual ambos usem seus pontos fortes, e percebemos que este é um fortalecedor de relacionamentos.

E diversão versus filantropia. Nós fazemos com que as pessoas façam algo altruístico e algo divertido, e comparem. E o que se descobriu é que quando você faz algo divertido tem a forma de uma onda quadrada. Quando você faz algo filantrópico para ajudar outra pessoa, isso dura e dura. Então estes são exemplos de intervenções positivas.

Então a penúltima coisa que quero dizer é que estamos interessados em quanta satisfação com a vida as pessoas têm, pois isso mostra como você realmente é . E esta é nossa variável objetivo.

Fazemos a pergunta em função das três diferentes vidas, quanta satisfação com a vida você tem?

Então perguntamos - e temos feito isso em 15 repetições envolvendo milhares de pessoas - em que extensão a busca pelo prazer, a busca por emoção positiva, a vida prazerosa, a busca de envolvimento, o tempo parando para você, e a busca por sentido contribuem para a satisfação com a vida?

Nossos resultados nos surpreenderam, foram o oposto do que pensávamos.

Acontece que a busca pelo prazer não tem quase nenhuma contribuição para a satisfação com a vida.

A busca por sentido é a mais forte. A busca de envolvimento também é muito forte. Onde o prazer importa, é quando você tem tanto envolvimento quanto significado, aí o prazer é a cereja com chantily.

Isto quer dizer que na vida completa, a soma é maior que as partes se você tem todas as três. Inversamente, se você não tem nenhuma das três, é a vida vazia.

E o que estamos perguntando agora é se saúde física, morbidez, longevidade e produtividade, seguem a mesma relação?

Isto é, em uma empresa, será que a produtividade é uma função da emoção positiva, do envolvimento e do sentido?

Será que a saúde é uma função de envolvimento positivo, de prazer, e de significado na vida?

Há motivos para se pensar que a resposta para ambas estas perguntas pode muito bem ser sim.

Nós todos sabemos que tecnologia, entretenimento e design têm sido, e podem ser, usados para fins destrutivos.

Nós também sabemos que tecnologia, entretenimento e design podem ser usados para aliviar miséria.

E a propósito, a diferença entre aliviar miséria e construir felicidade é extremamente importante.

Eu pensava, quando eu me tornei um terapeuta há 30 anos, que se eu fosse bom o suficiente para tornar alguém não deprimido, não ansioso, sem raiva, que eu o faria feliz. Eu descobri que o melhor que se podia fazer era chegar a zero. Mas eles estavam vazios.

O paralelismo que isso mantém com a tecnologia, entretenimento e design, acredito, é que é possível que estes três motores do nosso mundo aumentem a felicidade, aumentem a emoção positiva, e é assim que eles tipicamente têm sido usados.

Mas uma vez que você fracione a felicidade da maneira que eu faço, não apenas em emoção positiva - isso não está nem perto de ser suficiente - há também a fluidez na vida, e há sentido na vida.

Eu acredito que também entretenimento, tecnologia e design, podem ser usados para aumentar também o envolvimento e o significado da vida.

Para concluir, com tecnologia, entretenimento e design, nós podemos de fato aumentar a quantidade de felicidade humana no planeta.

Se a tecnologia, o entretenimento e design puderem na próxima década, ou na seguinte, aumentar a emoção positiva, eudemonia, fluidez, e significado, o que estamos todos fazendo juntos se tornará suficientemente bom.

Fonte: Blog Martin Seligman

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

SÍNDROME DO "FIM DE ANO"

Mais um ano está no fim... e com ele surge, para muitos, a sensação de não se ter cumprido todos os deveres, executado todas as tarefas, essa sensação chega a ser tão angustiante que as pessoas podem entrar em um  estado depressivo nesta época. 
Tudo que acaba, mesmo que nos trazem questionamentos, nos leva a uma análise  até mesmo nos não filósofos. Tipo: O que somos? Para onde vamos? O que vamos fazer? O que seremos? Então o fim do ano nos leva a refletir sobre um tempo que se foi e queremos saber o que fizemos e o que deixamos de fazer.
Podemos encontrar vários tipos de manifestações da “síndrome de fim de ano” são dois principais. O primeiro um estado parecido com a depressão, mas não é depressão, é uma  tristeza, uma sensação  de vazio, uma falta de não sei o que.
Nesse período é comum à introspecção, as pessoas questionam significados que até então elas atribuíram como natural à sua vida. Na maioria das vezes o sentido encontrado passa a não ser suficiente para cobrir esse vazio e esse mal-estar.  Geralmente, nesse momento, é comum as pessoas se apegarem muito ao que falta, ou seja,  as passam a acreditar que a “falta” é realmente do que não tem, das pessoas que perderam, saudade, planos e desejos não realizados, daí  o aumento da  tristeza da nostalgia e da angústia.
O segundo podemos considerar extremo, porque estamos pensando em uma oposição, enquanto o estado depressivo estaria próximo da tristeza, da falta e do vazio, esse que podemos chamar de compulsão  já se aproxima mais da euforia da  ansiedade. 
Essa sensação  é principalmente  alimentada pelo ato de consumir, no qual as pessoas aderem com extremo  entusiasmo essas datas “festivas” objetivando  acabar com o vazio. Dessa forma parece haver uma tentativa de negar, de camuflar o que falta,  com festas e presentes e todo o tipo de objetos de consumo. Mas nem sempre é possível o consumo na quantidade desejada, e isso gera uma angústia nas pessoas. E mesmo aderindo a esse consumo, após as compras, sempre vem uma falta e esse sentimento de vazio pode surgir na ressaca: as dívidas, ou mesmo a ressaca do álcool.
As  pessoas podem iludir euforicamente que tudo pode mudar num passe de mágica, da noite para dia, o que leva muitos a adotarem comportamento supersticiosos, não percebem que a mudança  não acontece no fim de ano, mas a cada dia e que DEVE ser construída, com muito trabalho e dedicação.
Somos livres se formos conscientes do que nos faz agir de uma ou de outra forma, podemos  escolher entre várias alternativas para direcionar a nossa vida. Você pode mudar seu projeto a hora que desejar. O importante é que suas escolhas sejam as melhores para o momento e importantes  para você. Ter consciência de suas escolhas é o primeiro passo para a sua realização pessoal, assim como para poder alterar essas escolhas até mesmo no minuto seguinte, a vida é um projeto sempre esperamos o “vir a ser” nunca somos nada, sempre estamos tudo.

Você fez tudo que podia fazer...se acha que poderia  ter feito mais, se programe e faça! Não fique a se lastimar pelo que não fez, o tempo não volta e enquanto você reclama ele passa também.

CONTATO COM A NATUREZA MELHORA O DESEMPENHO CEREBRAL

Cientistas americanos afirmam que o contato com a natureza aumenta os níveis de concentração e a memória. Apenas uma hora caminhando pelo campo já seria suficiente para melhorar o desempenho do cérebro em 20% – caminhar por ruas movimentadas de uma cidade, por outro lado, não tem nenhum efeito benéfico sobre o cérebro. As informações são do jornal britânico Telegraph.

Os pesquisadores da Universidade de Michigan concluíram que o contato com a natureza é revigorante porque permite que as pessoas “se desliguem”, enquanto o ambiente urbano exige atenção constante dos pedestres.

Marc Berman, um dos cientistas envolvidos no estudo, sugere que o contato com a natureza, seja passando alguns dias no campo ou apenas caminhando em um parque, pode ajudar a curar a fadiga mental. Ele afirma que os resultados da pesquisa não são subjetivos, e que os efeitos sobre a memória e a atenção são reais, de acordo com o Telegraph.

A pesquisa, publicada na revista Psychological Science, também aponta melhoras na memória e atenção de pessoas depois de elas simplesmente olharem fotografias de natureza.

(fonte Terra)

domingo, 18 de dezembro de 2011

NATAL SUSTENTÁVEL


Natal

Neste período, motivadas pelas promoções de final de ano, pelo espírito natalino e por facilitadores, como o décimo terceiro salário, as pessoas sentem-se impulsionadas a consumir.
Consome-se hoje 25% a mais do que a Terra consegue renovar. Confira14 dicas para que as festas de fim de ano sejam especiais e, acima de tudo, conscientes.

1 - Planeje suas compras
O ponto de partida é o cuidado com as compras, justificadas pelas emoções que afloram no Natal. Comprar por impulso pode causar problemas que vão desde o desperdício até o endividamento. Por isso, planeje suas compras, avalie os impactos do seu consumo e pense se realmente o produto ou serviço é necessário.

2 – Inove
Dar e receber presentes é tradição no Natal. Porém, o presente está muito mais relacionado ao sentimento do que ao preço ou à tecnologia. Então, inove. Dê presentes artesanais feitos por comunidades tradicionais ou presentes produzidos a partir de produtos reciclados feitos por cooperativas ou entidades do terceiro setor. Para as crianças, caso opte por brinquedos, prefira os educativos.

3 – Confeccione um presente
Se tiver tempo, use a criatividade e faça você mesmo o presente que for dar aos seus amigos ou familiares. Assim, além do objeto material, seu presente será carregado de afeto.

4 – Diga não aos produtos piratas
Evite a tentação do preço baixo. Não compre produtos piratas ou contrabandeados. E não esqueça de pedir nota fiscal.

5 – Opte por empresas que se preocupam com o ambiente e o desenvolvimento social
Informe-se e escolha produtos de empresas social e ambientalmente responsáveis. Caso tenha dúvidas, consulte o Guia de Empresas e Produtos do Instituto Akatu (www.centroakatu.org.br).

6 – Organize-se e faça reservas para as contas do início do ano, como o IPVA e o IPTU
Cuidado com as finanças. O fim de ano é um dos períodos em que o consumidor mais entra no vermelho, por gastar além do que pode. Faça as contas e não gaste além do necessário e de suas possibilidades. Procure comprar à vista e pedir descontos. No caso de compras a prazo, verifique a taxa de juros e pense bem se a despesa está adequada ao seu orçamento de 2011. Faça uma reserva para os pagamentos de início de ano, como IPVA, IPTU e despesas com educação.

7 – Atenção para as embalagens
Outro importante ponto que deve ser levado em consideração pelos consumidores conscientes são as embalagens. A maior parte do lixo produzido no Brasil é embalagem que descartada gera gastos públicos em limpeza, além de impactos ambientais. Opte por embalagens duradouras ou mais simples e que possam ser reutilizadas. O que não puder ser reaproveitado, separe e encaminhe para reciclagem.

8 – Dê preferência às árvores de Natal naturais
Cuide da natureza e evite a geração de lixo. Reaproveite a árvore de Natal dos anos anteriores, caso tenha usado uma artificial. Porém, caso você realmente precise de uma árvore nova, opte por uma natural e plantada. Após as festas, replante-a em um espaço maior para que ela possa crescer. Procure informar-se se a árvore escolhida é nativa do Brasil e apropriada para sua região.

9 – Reaproveite os enfeites
Procure reaproveitar os enfeites usados em anos anteriores. Caso compre novos, prefira os artesanais ou feitos a partir de materiais recicláveis. Após as festas, guarde os adereços com cuidado e reutilize-os no próximo Natal.

10 – Não desperdice energia
Para os que usam luzes como enfeite de Natal, a dica é apagar todas antes de dormir, evitando o desperdício de energia elétrica.

11 – Pratique a solidariedade
O que não tem serventia para você pode ser muito útil para outros. Doe o que não lhe serve mais e alegre o Natal de outras pessoas.

12 – Na hora da ceia
Não exagere! Compre a quantidade de alimentos que realmente será consumida, evitando desperdícios. Evite comer e beber em excesso para aproveitar o Natal sem desconfortos e possíveis problemas, além de manter a forma física e a família unida.

13 – Cultive bons sentimentos
Lembre-se: há coisas que, por um milagre, quanto mais consumimos, mais se multiplicam. Por isso, neste Natal consuma exageradamente amor, beleza, alegria, amizade, carinho, delicadeza, sensibilidade, compaixão, respeito e justiça.

14 – Conscientize as pessoas que convivem com você
Aproveite a festa natalina para disseminar o consumo consciente aos seus amigos, colegas de trabalho e familiares. Esse é o melhor presente que você pode dar à humanidade.

Conteúdo Editorial: Instituto Akatu