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sábado, 12 de abril de 2014

AUTO GERENCIAMENTO DO MEDO




Medo de ter medo, medo de ficar doente, medo de morrer, medo de  não ser capaz de realizar uma tarefa, medo de sair de casa, medo de começar um trabalho e não conseguir terminar, medo de viver, medo na forma de desesperança em obter alguma satisfação com os seus comportamentos.


O sentido de auto gerenciamento  está longe de ser uma proposta de controle, mas em saber dialogar com pensamentos (cognitivo) e com os sintomas (autonômicos)  que nos movem, de modo a desenvolver uma capacidade de reconhecer e influenciar estes processos. 


É hora de quebrar o ciclo do medo, comece usando o agróstico do medo e vai iniciar a mudança!!!


quarta-feira, 2 de abril de 2014

CONVÊNIOS


Os serviços prestados terão como referência a tabela do CRP-SP – com desconto de 30% por sessão. Serviços, ainda não previstos pelo CRP (laudos bariátricos, acompanhamento pré e pós-operatórios de vasectomia, histerectomia, mudança de sexo etc.) serão combinadas diretamente entre o profissional e o contratante, sem que isso prejudique o direito ao desconto de 30%.






 









terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

DEPRESSÃO

O que fazer quando um amigo está deprimido

 Mensagem da Sociedade Brasileira de Psiquiatria Clínica

   Pais e adultos tendem a subestimar alterações de humor indicativas de estados depressivos em crianças e adolescentes. Até a década de 70 não se reconhecia depressão nessa fase da vida. Entretanto, não há duvida de que crianças e adolescentes sofrem angústia e depressão de forma semelhante ao adulto. Muitas vezes essas sensações e sentimentos são de difícil identificação. Atualmente, o diagnóstico de transtornos depressivos em crianças e adolescentes é feito essencialmente com os mesmos critérios utilizados em adultos, embora com pequenas adaptações para torná-los compatíveis com os diferentes níveis de desenvolvimento.

     A depressão pode alterar profundamente o comportamento do adolescente, com redução no desempenho escolar e em outras atividades, isolamento social, alterações no relacionamento familiar e uso de drogas e álcool.

     Estudos sugerem importante relação entre depressão e suicídio, tanto em adultos como em jovens. Nestes, o índice de suicídio tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Na Inglaterra e Gales, no período de 1980 a 1990, a incidência elevou-se em 78% em rapazes de 14 a 24 anos e atualmente, no Reino Unido, suicídio é a segunda causa mais frequente de morte nessa faixa etária. Esse ato é, provavelmente, a consequência culminante de dificuldades crônicas ("stresses" psicossociais, problemas comportamentais, depressão e uso de drogas e álcool). Adolescentes que manifestam ideias de suicídio devem ser levados a sério. É particularmente importante identificar e tratar estados depressivos, uma vez que estes parecem conferir alto risco.
     Este folheto, que faz parte de um programa de educação e orientação à população, pode auxiliar pais, educadores e amigos no encaminhamento de jovens para o diagnóstico e tratamento oportunos de transtornos depressivos.
   
     Às vezes, as diversas mudanças e pressões que você enfrenta ameaçam dominá-lo. Então, não é de surpreender que, de vez em quando, você ou um de seus amigos se sinta desanimado ou desmotivado.
     E aquelas vezes em que as atividades e perspectivas de vida de um amigo parecem ficar mal por semanas a fio e começam a afetar o relacionamento entre vocês? Se você conhece alguém nessa situação, esse amigo pode estar sofrendo de depressão. Como amigo, você ajudar.


     1. Informe-se sobre depressão


     P. O que é depressão?
     R. Depressão é mais do que tristeza ou "rabugice". É mais do que os altos e baixos normais e corriqueiros. Quando aquele “baixo astral”, juntamente com outros sintomas, dura mais do que algumas semanas, a situação pode ser uma depressão clínica. Depressão clínica é um problema grave de saúde que afeta a pessoa por inteiro. Além dos sentimentos, pode afetar o comportamento, a saúde e a aparência, o desempenho escolar e a capacidade de tomar decisões e enfrentar as pressões diárias.

     P. O que causa a depressão clínica?
     R. Não conhecemos ainda todas as causas da depressão, mas parece haver fatores biológicos e emocionais que podem predispor uma pessoa a desenvolver um transtorno depressivo. Pesquisas recentes sugerem uma influência genética nos transtornos depressivos; a depressão pode ser mais frequente em certas famílias. Experiências traumatizantes e certos padrões de personalidade, como dificuldade de lidar com o "stress", baixa autoestima ou pessimismo exagerado sobre o futuro, podem aumentar as chances de a pessoa se tornar deprimidos.

     P. A depressão é comum?
     R. A depressão clínica é muito mais comum do que se pensa. Afeta milhões de pessoas por ano. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos demonstram que uma em cada quatro mulheres e um em cada oito homens terão pelo menos um episódio ou manifestação de depressão durante a vida. A depressão afeta pessoas de todas as idades, apesar de ser menos comum em adolescentes do que em adultos. Cerca de 3% a 5% dos adolescentes tem depressão clínica. Isto significa que em cada cem amigos, quatro podem ter depressão clinica.
    P. É uma doença grave?
     R. A depressão pode ser bastante grave. Tem sido correlacionada a baixo rendimento escolar, baixa frequência às aulas, abuso de álcool e drogas, fugas de casa e sentimento de inutilidade e falta de esperança. Nos últimos 25 anos, o índice de suicídio entre adolescentes e adultos jovens aumentou acentuadamente. Muitas vezes o suicídio está associado a depressão.
     P. Os transtornos depressivos são todos iguais?
    R. Há várias formas ou tipos de depressão. Algumas pessoas tem um único episódio de depressão durante a vida, outras têm varias recaídas. Alguns casos de depressão começam repentinamente sem causa aparente, outros podem ser associados a condições de vida ou "stress". Às vezes, pessoas deprimidas não são capazes de executar mesmo os mais simples afazeres diários - como sair da cama ou se vestir; outras continuam em atividade, porém é evidente que não agem ou pensam como sempre. Algumas têm transtorno bipolar, no qual o humor varia entre dois extremos - do mais profundo desespero a estados de atividade frenética ou de ideias grandiosas sobre sua própria capacidade.

     P. A depressão pode ser tratada?
     R. Sim, pode. Oitenta a 90% das pessoas que tem depressão - mesmo nas formas mais graves podem ser ajudadas. Os sintomas podem ser rapidamente aliviados com tratamentos psicológicos, medicamentos, ou uma combinação das duas coisas. O passo mais importante para tratar a depressão - e algumas vezes o mais difícil - é procurar ajuda.
     P. Por que as pessoas não conseguem a ajuda necessária?
     R. Muitas vezes as pessoas não sabem que estão deprimidas; portanto, não procuram - nem conseguem - ajuda adequada. Adolescentes e adultos compartilham o mesmo problema - frequentemente não reconhecem os sintomas de depressão em si próprios ou em outras pessoas a quem querem bem  

     2. Aprenda a separar o mito da realidade

     Mitos sobre a depressão muitas vezes impedem que as pessoas se beneficiem de tratamentos eficazes atualmente disponíveis. Os amigos precisam conhecer a realidade. Estes são alguns dos mitos mais comuns:

    Mito: Adolescentes não tem depressão de verdade.
  Realidade: A depressão pode afetar pessoas de qualquer idade, raça ou classe socioeconômica.

    Mito: Adolescentes que alegam estar deprimidos são fracos e precisam apenas de força de vontade. Não há nada que os outros possam fazer para ajudá-los.
    Realidade: A depressão não é uma fraqueza, e sim um grave problema de saúde. Tanto jovens como adultos deprimidos precisam de ajuda profissional. Um terapeuta ou orientador experiente pode ajudá-los a aprender formas mais positivas de ver a si mesmos, mudar o comportamento, superar problemas ou lidar com relacionamentos. O médico pode prescrever medicamentos que ajudem a aliviar os sintomas de depressão. Para muitas pessoas, a combinação de tratamento psicológico e medicamentos é benéfica.

    Mito: Falar sobre depressão apenas piora a situação.
    Realidade: Falar sobre o que sente pode ajudar um amigo a reconhecer a necessidade de ajuda profissional. Ao demonstrar amizade e preocupação, oferecendo apoio sem críticas, você pode encorajar um amigo a falar com os pais ou outro adulto em quem confie, como por exemplo um professor, ou orientador, sobre como conseguir tratamento. Se seu amigo se recusar a pedir ajuda, você mesmo pode conversar com o adulto - esta seria a atitude de um amigo de verdade.
    Mito: Pessoas que falam sobre suicídio não se suicidam.
    Realidade: Muitas pessoas que se suicidam já haviam dado "avisos" a esse respeito para amigos e família. Um sinal ou aviso pode ser uma simples declaração do tipo "Quem dera estar morto", "Não aguento mais" ou "Meus pais estariam melhor sem mim". Algumas pessoas chegam até a avisar um amigo sobre seus planos de se matar antes de decidir faze-lo. Se algum amigo lhe falar dessa forma, leve a sério! Comunique imediatamente o fato a algum adulto responsável.
    Mito: Contar para um adulto que o amigo pode estar deprimido é trair sua confiança. Se ele quisesse ajuda ele procuraria.
    Realidade: A depressão destrói a energia e a autoestima e interfere na capacidade ou vontade da pessoa de pedir ajuda. E muitos pais podem ainda não compreender a gravidade da depressão ou dos pensamentos sobre morte ou suicídio. É uma prova de verdadeira amizade compartilhar a preocupação que você sente com o orientador da escola, seu professor preferido, seus próprios pais ou qualquer outro adulto em que você confie.
    

   3. Procure alguém que possa ajudar

    Há vários recursos para que os transtornos depressivos possam ser diagnosticados e tratados. Você pode conseguir ajuda do médico da família, de psiquiatras de centros de saúde mental, hospitais públicos ou clínicas particulares, e de outros profissionais de saúde mental.

Este folheto foi traduzido do original em inglês What to do when a friend is depressed – a guide for teenagers, publicado pelo National Institute of Mental Health – NIMH (Instituto Nacional de Saúde Mental) dos EUA, com pequenas adaptações à realidade brasileira. Foi produzido para distribuição a médicos brasileiros, que por sua vez decidirão sobre sua entrega a pacientes ou seus familiares.
Este material está disponível à classe médica por solicitação diretamente à Sociedade Brasileira de Psiquiatria Clínica: Av. Presidente Vargas, 433 CEP: 14020-260 – Ribeirão Preto – SP .

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

COMO FAZER UM PLANO DE CARREIRA

Esta estratégia de planejamento funciona como uma bússola, ou um mapa, para saber se os seus objetivos estão perto ou longe de serem alcançados. Além de orientar quanto ao destino profissional. É bom lembrar que existem várias formas de fazer um plano de carreira.

Um planejamento de carreira eficaz deve seguir as seguintes etapas:




Identifique os seus interesses
Identifique os teus valores, objetivos pessoais, interesses profissionais e as tuas necessidades. Com certeza, isso irá te ajudar a melhorar a carreira que escolheu ou que irá escolher.
Estabeleça os objetivos
Pense em que tipo de emprego você procura. É importante ter claro quais são os seus objetivos de carreira.
Ação
Esforços específicos que determinam as ações em direção aos objetivos traçados.
Tempo
Qual o prazo necessário ou desejado para o alcance da(s) meta(s).
Explore o campo de trabalho
Fique antenado com tudo que pode contribuir para o alcance dos seus objetivos. Pesquise sobre o campo de trabalho para o qual você pretende entrar e sobre as indústrias relacionadas.
Mantenha sempre um olhar crítico
É importante analisar a carreira que você escolheu sempre com um olhar crítico. Isso irá lhe proporcionar uma visão mais ampla para alcançar os seus objetivos, e que competências você necessita para alcançá-los. 
É hora de agir
Passe para o papel tudo que tem que ser feito para conseguir seguir na carreira que escolheu. Decida bem como vai agir para alcançar os teus objetivos como, por exemplo, se inscrever em algum curso.
Indicador
Fator de monitoramento que deve medir o resultado alcançado. É importante lembrar que as metas devem ser realistas e terem extrema chance de serem completadas.
Variável externa
Todo plano de carreira deve estar alinhado à lógica do mercado de trabalho. Levar em conta a dinâmica do universo empresarial é uma forma de assegurar a empregabilidade e competitividade profissional.
Multiculturalidade e relacionamento
A visão multicultural é um aspecto importante no plano de carreira. Hoje em dia, quase todas as empresas pensam de forma multicultural. Outro fator essencial na construção da vida profissional é o networking.


Dicas

Seja flexível: É preciso ter jogo de cintura para lidar com os diversos empecilhos que surgirão em seu caminho;
Seja persistente: e não desista no primeiro obstáculo;
Tenha um currículo bem feito: O seu currículo é o seu espelho antes de entrar na empresa, ele é a porta de entrada. Então, invista na sua apresentação.  Monte um currículo assertivo que aumente o seu valor em uma vaga de emprego.
Trabalhe seu marketing pessoal: Agora, a maioria das empresas também usam as redes sociais para avaliar o seu funcionário, saiba como usar o seu marketing pessoal nas redes sociais, e em eventos rotineiros.
Mantenha-se atualizado, sempre: frequente palestras gratuitas, leia jornais e revistas, faça cursos na sua área, etc;
Retome planos: Retomar alguns planos iniciais da carreira como, por exemplo, fazer um curso no exterior;
Bom networking: Procure ter facilidade para se relacionar com os outros. Além dos conflitos profissionais, você terá que administrar os familiares.

Baseado no texto de Raíssa Feijó

quinta-feira, 18 de julho de 2013

BAYPASS X SLEEVE

 Bypass


 Mecanismo de Ação

O mecanismo de funcionamento dessa cirurgia tem 3 objetivos: restringir o consumo alimentar através da redução do estômago, diminuir a absorção e estimular a saciedade precoce. Redução Gástrica.
O estômago é grampeado e o que fica ligado no tubo digestório é bem pequeno suportando algo em torno de 20 ml a cada 10 minutos.
NutriçãoI leal.
Desvio intestinal para que menos nutrientes sejam absorvidos e para que ando a comida chegue mais rápido ao intestino terminal estimulando a produção de hormônios que causam a saciedade a nível cerebral. O duodeno e o jejuno proximal são trechos do intestino que tem altíssimo poder de absorção, ou seja, grande parte da comida passa rapidamente do intestino para o sangue nesses trechos. O Bypass Gástrico cria um "atalho" no tubo digestivo . A comida vai passar por um estomago pequeno que será costurado ao jejuno médio. Em outras palavras a comida não passa pela maior parte do estômago, nem pelo duodeno e nem por 70 cm de jejuno inicial. Essa modificação vai impedir a intensa absorção alimentar que ocorreria nesse trecho. Esse é o principal mecanismo emagrecedor do Bypass Gástrico. Em vista desse procedimento a absorção de vitaminas e minerais fica muito prejudicada. Entenda: você reduziu o estômago, reduziu o intestino, mas as suas necessidades diárias de nutrientes continua a mesma para o sexo e ciclo da vida que você está, então, não “complementar” determinados nutrientes (algumas vitaminas, alguns minerais e às vezes proteínas) pode levar a: queda acentuada de cabelo, unhas se desmanchando, dores musculares, fraqueza, anemia que são as consequências menos graves perto de outras perturbações ao organismo que podem acontecer.
É necessário estabelecer uma parceria com uma equipe multidisciplinar, pois como ouvi em uma palestra: “o Bypass Gástrico é um casamento poligâmico sem direito a divórcio com nenhuma das partes envolvidas”. A única solução é que seja feita uma Sociedade entre o paciente + sua família + cirurgião + nutricionista + psicóloga + fisioterapeuta + outros profissionais conforme o caso. 

Parece simples, mas é um grande procedimento cirúrgico com pontos e cortes no estômago e intestino, dentro de você estará tudo literalmente de cabeça para baixo. A complexidade dessa cirurgia vai mexer com tudo na sua vida, tudo mesmo, aspectos físicos, emocionais e bioquímicos. A reversão é um procedimento mais complicado e de altíssimo risco.
No primeiro ano tem-se o emagrecimento mais intenso e vai estabilizando com o decorrer do tempo.
Alguns trabalhos falam que a possibilidade de voltar a engordar em 10 anos é real. Por isso, mesmo o bypass deve ser encarado como uma oportunidade de fazer a reeducação alimentar e lembre-se não há mais nada para fazer além dessa cirurgia. Se você é do tipo que acha que comer de forma saudável é fazer dieta, então precisa aceitar e entender que vai fazer dieta para sempre.


(http://carolgastroplastia.blogspot.com.br/2012/05/decisao-de-realizar-cirurgia-by-pass.htm 

 

Sleeve


Gastrectomia Vertical ou Sleeve Gastrico foi uma cirurgia proposta inicialmente como uma técnica a ser realizada como primeira etapa da cirurgia de Duodenal Switch que seria indicada em 2 tempos para pacientes super obesos e que apresentavam um índice elevado de complicações intra e pós operatórias.
 

Na Gastrectomia Vertical, o estômago do paciente obeso é grampeado em forma de tubo que vai do esôfago ate o duodeno. Assim se reduz o estômago em até 80% do seu tamanho .O novo estômago fica com 150 a 250 ml e com a forma parecida com a de um tubo gástrico.

Nessa redução, se retira parte do fundo gástrico, região que produz o hormônio grelina, responsável pela sensação de fome. Assim após a cirurgia o apetite também diminui. Na técnica do Bypass Gastrico ou Gastroplastia a Fobi-Capella em Y de Roux, o estômago é reduzido em cerca de 95% e fica com capacidade aproximada de 30 ml apenas. A Gastrectomia Vertical ou Sleeve Gastrico vem sendo indicada cada vez com maior freqüência para o tratamento da obesidade grau III e mórbida, principalmente em pacientes que possuam problemas intestinais ou quadro de anemia importante.

A Gastrectomia Vertical ou Sleeve Gastrico é um procedimento realizado por Videolaparoscopia (câmera), é irreversível e apresenta um índice de complicações reduzidas quando realizada por uma equipe experiente e em um hospital com recursos adequados.
A permanência hospitalar é de 48 horas e a cirurgia realizada por Video faz com que a dor seja mínima e o paciente esteja apto a qualquer atividade após 1 semana.

Por ser um método novo, a Gastrectomia Vertical ou Sleeve ainda está em avaliação pela comunidade científica e alguns estudos ainda estão em andamento para se determinar se este procedimento de forma isolada será suficiente para a manutenção da perda de peso em pacientes obesos ou se estes pacientes necessitarão de uma nova cirurgia no futuro.

 As principais complicações da cirurgia são as fístulas do novo estômago e a hemorragia, além do fato de ser uma cirurgia irreversível, pois 80% do estômago é descartado.
Por ser uma técnica bastante recente, ainda não existem resultados de longo prazo. No entanto, os que até agora estão disponíveis sugerem que a perda de peso pode ser ligeiramente mais acentuada e mais rápida do que a conseguida com a banda gástrica ajustável.

(http://www.cirurgiaobesidade.com.br/novosite/index.php/cirurgia-de-obesidade/gastrectomia-vertical)

domingo, 14 de julho de 2013

UMA QUESTÃO ALÉM DO PESO, UMA QUESTÃO DE PERCEPÇÃO...




O acompanhamento psicológico para pacientes em processo bariátrico é muito importante, muitas vezes decisivo na felicidade e qualidade de vida  do paciente.
A cirurgia bariátrica não garante uma melhor qualidade de vida. Não é apenas uma questão médica, mas também psicológica. Sabe-se que alguns pacientes, depois da cirurgia, conseguem mudar o estilo de vida e manter um controle dietético rigoroso ajustado à nova situação.  Outros, apesar do emagrecimento, não se adaptam à nova condição e mantêm uma péssima qualidade de vida. Há casos também de pacientes que não conseguem manter o controle dietético e voltam a ganhar o peso perdido (Koyama, 2007).


Existe um  impacto emocional, alguns lidam com esse impacto  com resiliência, entretanto pode haver  alterações comportamentais negativas  decorrentes do emagrecimento rápido, que podem ser: depressão, ansiedade, ideação suicida e uso de substâncias tais como o álcool e o tabaco. 


É necessário haver um acompanhamento psicológico à pessoa que pretende realizar a cirurgia para a redução de peso. A cirurgia bariátrica pressupõe três questões :


1)    Tal procedimento não apresenta consequências imediatas e duradouras. O sucesso no tratamento depende da forma como o paciente vai lidar com o recurso cirúrgico. O paciente precisa assumir um compromisso de novos hábitos alimentares pelo resto da vida. Sem a mudança no comportamento radical no comportamento alimentar, a cirurgia perde o poder emagrecedor e frustra pacientes que não conseguem chegar ao peso desejado ou o fazem de maneira sofrida.


2)    A perda de peso, quando grande e acelerada, provoca uma mudança brusca na estrutura corporal que não é assimilada com a mesma rapidez pelo próprio paciente. É necessário tempo para que o paciente se adeque aos novos hábitos alimentares e novo estilo de vida.


3)     O emagrecimento não implica necessariamente a uma melhor qualidade de vida, Muitos pacientes que se submetem ao procedimento cirúrgico mostram uma associação direta entre emagrecimento e realização pessoal.



Etapas do Acompanhamento



1.ª Fase: Pré-cirurgia – média  5 sessões

- Avaliação psicológica  e emissão parecer técnico;

- trabalho didático para compreensão da cirurgia e do pós-cirúrgico;

- Preparação para uma mente magra.

2.ª Fase: Internação

- Preparação psicológica do paciente para o internamento, cirurgia, período  pós-cirúrgico imediato e da adesão aos seus requisitos.


3.ª Fase: Pós-cirurgia e Follow-up  - média 4 sessões

- Psicoterapia cognitiva comportamental para um enquadramento na nova vida;

- Reavaliação psicológica;

- Alta – caso o paciente esteja de acordo e que sua adaptação esteja adequada.




(texto de apoio KOYAMA, RE. A mobilidade de pacientes obesos no pós-cirúrgico bariátrico. São Paulo, 2007. Dissertação (mestrado) – Pontifícia Universidade Católica.)