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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

"O estômago possuído"


O livro relata o drama de quem sofre de compulsão alimentar.


Quase todo mundo já se flagrou em um momento de descontrole alimentar. Sabe quando acaba a festa e a gente fica a sós com as sobras da Ceia? Ou depois de um dia estressante, quando parece que só a caixa inteira de bombom é capaz de aplacar a ansiedade. Passar, vez ou outra, por um episódio de comilança pode, no máximo, render alguns gramas a mais na balança, além de muita azia. Mas conviver com isso quase todos os dias pode ser um verdadeiro inferno.
Para quem sofre do Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP), colocar para dentro 2.000 ou 3.000 calorias de uma só vez não é uma questão de falta de disciplina ou de vergonha na cara, como muita gente pode pensar. "A pessoa não tem controle voluntário suficiente para impedir um episódio ou interrompê-lo", explica o psiquiatra Adriano Segal, do Ambulatório de Obesidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).
Uma metáfora perfeita para o transtorno virou título do livro que Segal e o endocrinologista Alfredo Halpern, também do ambulatório, acabam de lançar: “O estômago possuído” (Ed. BestSeller). O livro conta a história de Simone, uma personagem fictítica que convive com os sintomas típicos do TCAP: dois ou mais episódios de compulsão por semana, no qual se ingere uma quantidade enorme de comida em um intervalo curto e em situações em que comer assim não é esperado -- encher a pança no rodízio de carnes ou na festa de fim de ano não é algo fora da curva.
De acordo com o psiquiatra, o TCAP ainda não é reconhecido oficialmente como um transtorno alimentar. Ou seja, não está descrito na “bíblia” das doenças mentais, digamos assim. “Deverá ser em muito breve, mas atualmente ainda é uma categoria diagnóstica em pesquisa”, explica.

Histórico de dietas

O transtorno acomete cerca de 2% da população. Em pacientes obesos, a prevalência pode chegar a até 40%. O problema é mais frequente em mulheres, em pessoas que convivem com a obesidade desde a infância, que passaram por todo tipo de dieta e, ainda, que sofrem de quadros psiquiátricos como ansiedade e depressão.
Apesar de ser tão comum, o TCAP ainda não é tão divulgado como a anorexia e a bulimia, outros tipos de transtorno alimentar. Para Segal, isso se explica por sua falta de “glamour” – é um transtorno associado a gente obesa, não a figuras que frequentam passarelas.
A causa da compulsão alimentar periódica ainda não é muito clara. O médico comenta que o entra-e-sai-de-dieta pode ter um papel importante, por desequilibrar o centro de saciedade. Também há a hipótese de o problema ser causado por falhas no fluxo de dopamina e serotonina – dois mensageiros químicos do cérebro ligados à sensação de recompensa e de bem-estar, respectivamente. 

Terapia e medicamentos


Para quem sofre de episódios frequentes de descontrole alimentar, mas ainda não chegou ao status de Simone, a personagem com “estômago possuído”, a recomendação é procurar um especialista na área. “Não faça dietas estapafúrdias, não acredite em milagres, coma de modo saudável (mas não ‘neuroticamente’ saudável) e faça atividades físicas também de modo saudável”, completa
.O tratamento do transtorno envolve terapia, orientação nutricional, mudanças de estilo de vida e uso de medicamentos, como certos antidepressivos. “Não há cura, mas muitos pacientes têm excelente evolução”, conta o psiquiatra.

"O estômago possuído"
Adriano Segal e Alfredo Halpern
Editora BestSeller
144 páginas
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/12/21/o-estomago-possuido-relata-o-drama-de-quem-sofre-de-compulsao-alimentar-nao-so-no-fim-do-ano.jhtm

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Bebida alcoólica e cirurgia bariátrica, pode?


As pessoas que fizeram cirurgia bariátrica devem evitar a ingestão de bebida alcoólica?


De acordo com as pesquisas e divulgação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). “A sensibilidade ao álcool aumenta depois da cirurgia e, além disso, é um líquido com alto valor calórico”.


A absorção do álcool nas cirurgias do tipo Bypass gástrico em Y de Roux é mais rápida, o que acelera a embriaguez mesmo com a ingestão de pequenas quantidades. Por isso, no período pós-operatório, recomenda-se o não consumo de bebidas alcoólicas e gaseificadas, como cerveja, pois o gás pode causar incômodo e dilatar o estômago com o passar do tempo.


A cirurgia bariátrica não cura a obesidade, a cirurgia controla o ganho de peso através de uma ingesta menor e de melhor qualidade. A obesidade é considerada uma doença crônica. Se o paciente não se controla, se não adota os exercícios físicos e uma nova alimentação, ele vai voltar a ganhar peso. A cirurgia é só parte do caminho.


Existe a necessidade na mudança de estilo de vida da pessoa que passou por uma cirurgia bariátrica , fazer uma reeducação alimentar, fazer atividades físicas, ter horários para comer, comer devagar, seguir o uso de determinados suplementos/vitaminas quando necessários. Quando os pacientes não se adaptam a esse programa correm o riscos de ter resultados inferiores aos previstos, voltam a ganhar peso, as vezes bem rápido e/ou a ter os problemas de saúde.


Pessoas que passam pela cirurgia, passam a se sentir bem e, por isso, deixam de tomar os suplementos necessários, e quando vão procurar ajuda já estão com anemia grave, outro fator que podemos considerar é que as pessoas que emagrecem após a cirurgia de redução do estômago tendem a ter uma vida social mais agitada e muito mais disposição para sair e são nestes momentos que o consumo de bebida alcoólica pode aumentar. A recomendação é evitar por completo a ingestão de álcool, pois o resultado da cirurgia pode ser afetado. É necessário que haja controle por parte do paciente, lembrando sempre que a cirurgia bariátrica é apenas a metade do caminho.


As informações trazida por meio de grupos formados nas clínicas e pela internet são muito importante, os contatos ajudam muito a pessoa que pretende passar pelo procedimento cirúrgico, entender tudo que tem que enfrentar, muito bom acompanhar os grupos da rede social Facebook, onde os participantes relatam suas experiências e postam fotos de antes e de depois da cirurgia.


Para aqueles que não dispensam um bom vinho, na maioria dos casos, após seis meses é liberada – esporadicamente, uma taça da bebida. Converse com o seu médico sobre isso, cada pessoa reage de uma forma.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Será possível "obeso saudável" ???



Aquela história de “gordinho saudável” caiu por terra. Mesmo sem nenhum problema metabólico aparente, como diabetes, colesterol elevado e pressão alta, as pessoas obesas (IMC — Índice de Massa Corpórea — entre 30 e 35) ou com sobrepeso (IMC entre 25 e 30) têm risco 24% maior de morte prematura causada por problemas súbitos como o infarto, quando comparados aos que estão dentro do peso.

A constatação veio de uma pesquisa feita, ao analisar dados de mais de 61.000 pacientes de oito estudos, cientistas canadenses (Leadership Sinai Centre for Diabetes, Mount Sinai Hospital; University of Toronto; and Lunenfeld-Tanenbaum Research Institute, Mount Sinai Hospital, Toronto, Ontario, Canada), em estudo publicado hoje na Annals for Internal Medicine, encontraram grande evidência que desafia o chamado paradoxo da obesidade: o conceito de obesidade saudável. 

Martinho Rolfsen, cirurgião da obesidade do Hospital Sírio-Libanês, explica que essa ideia nasceu há alguns anos baseada num estudo que afirmava que indivíduos “metabolicamente compensados”, ou seja, sem doenças associadas à obesidade, poderiam ser considerados saudáveis. Além disso, chegaram a sugerir que indivíduos obesos, mas que eram ativos no dia dia, poderiam ser tão saudáveis quanto pessoas magras. Mas a afirmação sempre foi discutida por alguns especialistas, sobretudo cardiologistas.

“Para se ter uma ideia, sobrepeso já é uma condição predisponente para a obesidade, que é uma doença. Portanto, o indivíduo pode naquele momento específico não apresentar alterações laboratoriais, mas ainda assim ele está doente”, diz Rolfsen.

Um dos riscos mais evidentes da obesidade está no acúmulo de gorduras nas artérias, o que pode desencadear uma série de malefícios, como angina, infarto do miocárdio, dificuldades de memória, risco de diabetes tipo 2, problemas de ereção, impotência sexual e até cegueira.

obesidade
“Às vezes o indivíduo é jovem ou possui uma reserva metabólica funcional orgânica que consegue compensar as alterações que viriam na esteira da obesidade. Ou seja, metabolicamente, naquele momento, ele pode se encontrar competente para superar as mudanças que a obesidade traria para o organismo dele, como pressão alta, por exemplo. Mas à medida que o tempo vai passando, a reserva funcional pode não ser mais suficiente e ele passa apresentar problemas sérios”, explica o especialista.

A médica Maristela Monachini, do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês é enfática em relação a essa questão. Para ela, a obesidade já é uma epidemia e acredita que até 2030 haja uma inversão da pirâmide no país: haverá muito mais pessoas obesas do que indivíduos saudáveis.

“Mesmo que o paciente não possua histórico familiar para doenças cardíacas, ele passa a ter um risco elevado por causa da obesidade. Ela só não vai ter a predisposição genética. Não existe obeso saudável. Isso é mito. Quando você começa a analisar a fundo o colesterol da pessoa, perfil de glicose, triglicérides, sempre há alterações”, ressalta a cardiologista.

(Juliana Conte - site Dráusio Varela)

Veja como está o seu IMC:Cálculo do IMC

terça-feira, 14 de julho de 2015

Cálculo do IMC - Mulheres e Homens


O que é IMC?

IMC é uma sigla utilizada para Índice de Massa Corporal.
O Índice de Massa Corporal é uma medida utilizada para medir a obesidade adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). É o padrão internacional para avaliar o grau de obesidade.
O sobrepeso e a obesidade, indicados pelo IMC, são fatores de risco para doenças tais como a hipertensão arterial, a doença arterial coronariana e o diabetes melittus, além de outras patologias consideradas de alto risco para a Saúde Pública.
Hoje em dia, o IMC é utilizado como forma de comparar a saúde de populações, ou até mesmo definir prescrição de medicações.
Os valores de IMC são independentes de idade e sexo. Apesar disso, o IMC pode não corresponder ao mesmo grau de gordura em diferentes populações devido às diferentes proporções do corpo.
Riscos à saúde associados ao aumento do IMC devem ser constantemente observados e interpretados, já que podem ser diferentes em cada população.

Limitações do IMC

Ultimamente, vem acontecendo debates sobre se há necessidade do desenvolvimento de diferentes níveis de medida na tabela de IMC de acordo com diferentes grupos étnicos. Isso acontece devido à evidência de que as associações entre IMC, percentagem de gordura corporal e distribuição da gordura corporal diferem entre populações e, portanto, os riscos de saúde podem aumentar abaixo do ponto de corte de 25 kg/m2 que define o sobrepeso classificação atual da OMS.
Já houveram algumas tentativas de interpretar o IMC diferentemente em populações asiáticas e do Pacífico, mas nenhuma alteração foi adotada.
Um grupo de trabalho foi formado por especialistas da OMS e está realizando uma nova revisão e avaliação dos dados disponíveis sobre a relação entre a circunferência da cintura e o risco para a saúde.

Veja abaixo uma lista com algumas das limitações do IMC:

1. A partir do IMC não é possível diferenciar os componentes gordo e magro da massa corporal;
2. A partir do IMC pessoas brevilíneas e/ou musculosas podem ter um valor de Índice de Massa Corporal inadequado à sua realidade e serem consideradas obesas;
3. Diferenças étnicas influenciam no IMC. Por exemplo: descendentes asiáticos podem ser considerados mais obesos;
4. Para idosos, o IMC possui uma classificação diferenciada.




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Peso (em Kg)


Altura (em Cm)






IMC


Avaliacao do IMC


Calculadora IMC - Psicóloga Elizabeth Barbosa